segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Um sabor do fundo da memória

Um dos refrigerantes mais memoráveis que eu já provei foi a Cherry Coke. Uma Coca-Cola com aroma e gosto de cereja!

Todas as pessoas que já experimentaram adoram e pelo jeito os Rolling Stones também gostam, afinal, em You Can't Always Get What You Want eles cantam "We decided that we would have a soda/ My favorite flavor, cherry red" (bom, pelo menos é isso que a minha mente inocente entende).

Eu nunca entendi por que parou de ser vendida do Brasil. Será que era muito doce? Será que só agradava ao paladar infantil e, crianças que éramos na época, hoje não gostaríamos tanto?

O fato é que dei pulinhos de alegria ao ver em uma revistinha de receitas (daquelas que se vende em banca de jornal, bem baratinhas) uma que poderia me fazer reviver o sabor já esquecido em um canto da memória: uma gelatina de Coca-Cola!

Adaptei um pouquinho e acabei com uma receita super prática e rápida, que não dá mais trabalho do que preparar uma gelatina normal, mas que resgata um pouquinho daquele sabor perdido, daquela inocência e daquele colorido de início dos anos 90.

Você pode fazer o doce com as versões normais ou light da gelatina e do refrigerante. E ainda pode aproveitar aquele pouquinho de Coca que sobrou na garrafa e já está um tantinho sem gás (Nerd na Cozinha também é economia).

Talvez não seja exatamente a mesma coisa que beber Cherry Coke, mas já garantiu um dia muito mais feliz. Agora só falta colocar minhas polainas e dançar Menudos pro clima retrô infânca ficar completo.


GELATINA DE CHERRY COKE
1 pacote de gelatina em pó sabor cereja
250ml de água fervente
250ml de Coca Cola
cerejas em calda para decorar (opcional)

Dissolva a gelatina na água fervente, mexa até que fique homegêneo.
Complete com a Coca Cola e mexa mais um pouco.
Distribua em tacinhas e coloque na geladeira até que endureça (aproximadamente 3 horas).
Depois de firme, se quiser, coloque cerejas em calda para decorar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Delícias geladas

Vi no Twitter que o @tferronato (aka Thiago Ferronato, o menino do James Capone's Blog e do Conversation) foi proibido pelo médico de comer/beber coisas quentes. E ficou com uma dúvida: existem coisas boas de comer que não sejam quentes e que fujam das saladas e peixe cru?

Como ele foi super gracinha e me enviou uma receita vegetariana que logo, logo vai dar as caras por aqui, resolvi pesquisar nos alfarrábios da blogosfera culinária e descobrir algumas coisas realmente maravilhosas de comer e que fiquem dentro dessas duas opções:

1) Não precisam de fogo ou
2) Também ficam ótimas quando comidas frias.

Vamos ao cardápio?

DOCES

Haagen-Daaz, huuuum

Escolha óbvia. Sorvetes, pavês, mousses, fudges. Só não vale ir de petit gateau. Existem várias e várias opções, tanto para cozinhar (inclusive aqui no meu blog) quanto nos supermercados.

Claro, como boa formiga que sou, minha primeira idéia foi a de que seria ótimo passar um tempo enchendo a cara de açúcar. Mas peraí, essa é a mesma menina que está tão empenhada em recuperar a silhueta perdida? "Volta pra realidade, senhorita Balle", falou aquela vozinha interior. Óbvio que a idéia de comer muito e muito açúcar parece sedutora, mas ninguém aguenta por mais de dois dias. Portanto, vamos às outras opções.

SALADAS INCREMENTADAS

salada lindona do Panelinha

Nem quem está em dieta de emagrecimento aguenta ficar na salada verde por muito tempo, imagine quem está só com restrição de temperatura. Mas uma belíssima salada de macarrão ou de batatas, além de serem uma ótima fonte de energia, se incrementadas com criatividade (colocando uma proteína junto, por exemplo) podem perfeitamente sair do papel de acompanhamento e ganhar status de prato principal.

Clássicos como a Caprese ou a Caesar também são opções deliciosas, produzidas e com certa "sustância". Um site com receitas incríveis de saladas (e muitas outras coisas deliciosas) é o Panelinha. As idéias de saladas e molhos de lá são tão bacanas e originais que não me atrevi a indicar outro lugar como referência. Entra no link e se joga.

TORTAS

Torta bonita da Ana Elisa

A torta fria pode ser mais que um prato de festas familiares. Geladinha e colorida, ela pode apresentar inúmeras variações, desde as tradicionais de atum e frango (tem uma receita bem bacana e simples no Mundo da Alice) até recheios de patês de legumes diversos, que vão deixar sua torta muito divertida.

Mas se você procura um sabor diferente, existem várias opções de tortas assadas que podem ser consumidas depois de frias. Uma das minhas preferidas é a Torta Contente. Ela é ótima quente, mas quando fria, os sabores já penetraram mais na massa e tornaram-se mais intensos. Fica deliciosa.

Uma das especialistas em tortas na blogosfera culinária brasileira, na minha opinião é a Ana Elisa do La Cucinetta. Na label "tortas" existem muitas opções doces, mas algumas salgadas que são de dar água na boca. Outro blog com muitas receitas boas é o Quiche de Macaxeira. Uma que eu ainda não tentei, mas parece ser muito prática é a Torta Salgada de Liquidificador.

Certamente existem outros pratos fantásticos que dispensam calor - tem gente que come só coisas cruas, naquela dieta famosinha de raw food, então devem haver outros tesouros escondidos. Mas acredito que esse já é um bom começo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um encontro de arrobinhas para o fim do hiatus

Sim, eu sou uma relapsa. Vamos, podem me xingar, eu mereço. Esse hiatus enorme é praticamente imperdoável. Aos que ainda não pararam de assinar o RSS do meu blog, aos que resistem lendo esse canto nerd-culinário, vamos às explicações.

Após um semestre doido, cheio de aulas e provas e estudos e pouquíssimo tempo para pensar, acabei por engordar bastante. Veio Natal, veio Ano Novo e, passadas as festas, veio a certeza de que eu queria entrar de novo nas minhas calças jeans.

Junto a isso, comecei a acreditar que poucas pessoas liam meu blog. E que essas poucas pessoas não estariam lá muito interessadas em receitas light, por mais bonitas que eu tentasse fazê-las.

Qual não foi a minha surpresa ontem, ao citar o nome do Nerd na Cozinha no Twestival de Porto Alegre (um encontro de twitteiros que aconteceu em diversas cidades ao mesmo tempo e que me proporcionou o prazer de conhecer pessoalmente muitas "arrobinhas" queridas), várias pessoas disseram que conheciam ou que já tinham ouvido falar!

Por isso, me enchi de vontade de voltar a postar as minhas aventuras e desventuras na cozinha. Considerando que eu fui a responsável pelos doces das festas de fim de ano, acho que a receita do Ano Novo seja apropriadíssima para a re-estréia: SORVETE CASEIRO.

mesa de sobremesa do Ano Novo

Posso garantir que, uma vez que vocês comerem sorvetes feitos em casa, produzidos com frutas fresquinhas, nunca mais vão achar os sorvetes industrializados a mesma coisa. Ok, toda pessoa em sã consciência vai continuar adorando os Häagen-Dazs, mas aí é outra história. O problema é que a maioria dos sorvetes vendidos por aí é feito com a mesma massa, só trocando os corantes e flavorizantes. Então comer sorvete de morango feito de morango e sorvete de abacaxi com suco de abacaxi faz uma diferença considerável.


Além disso, essas receitas que eu fiz não precisam de sorveteira. Claro, dá um pouquinho de trabalho - tem que tirar do freezer e bater por 3 vezes, senão o sorvete vira um bloco de gelo colorido. Mas vale à pena: o gosto é insuperável, você pode decorar do jeito que quiser e dar aquele toque pessoal. Aliás, toque pessoal é muito importante até na composição da mesa. No meu caso, usei canecas nerds (do Tchê Linux e Fisl) para colocar a colher de fazer bolinhas e as de sobremesa, o que deixou a composição com a minha cara.

Em nenhum dos dois sorvetes eu usei corantes - o rosa-pálido lindo do sorvete de morangos se deve unicamente à fruta. O sorvete de abacaxi não pode ser considerado um modelo de cozinha saudável, mas é uma deliciosa ode à culinária saborosa e fácil (e de brinde, tem gosto de infância).

Agradeço às arrobinhas que me deram a vontade que faltava para blogar de novo. E se quiserem saber como foi o Twestival (e de quebra conhecer minha cara de pastel - eu sou a bobona fazendo "vida longa de próspera"), dêem um pulinho aqui.

SORVETE DE MORANGO

500g de morangos maduros
1 e 1/2 xícara de açúcar
4 claras em neve
2 copos de leite
300g de creme de leite fresco gelado

* Lave bem os morangos, retire os cabinhos e bata-os no liquidificador com metade do açúcar até formar um purê.
* Bata as claras em neve com o restante do açúcar.
* Junte as claras em neve com o purê de morangos e misture bem.
* Adicione o leite e o creme de leite. Mexa bem.
* Coloque num pote com capacidade para 2 litros e leve ao congelador.
* Quando congelar, bata novamente até ficar macio (coloque aos poucos na batedeira e vá batendo, até ficar fofo). Faça essa operação 2 vezes.
* Minha dica: fiz o sorvete de noite, bati na manhã seguinte e na noite seguinte, quando cheguei do estágio.


SORVETE DE ABACAXI

* 1 lata de leite condensado
* 1 lata de creme de leite (ou melhor: 200g de creme de leite fresco)
* 1 garrafinha de suco concentrado de abacaxi (ou do sabor que você preferir)

Esse é fácil: bater tudo no liquidificador e colocar no congelador. Não tem nem a obrigatoriedade de bater mais vezes, embora fique mais gostoso se você proceder como no sorvete de morango.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Presentes Feitos em Casa

Os dias estão ficando cada vez mais coloridos. As ruas se enchem de luzinhas piscantes capazes de cegar um desavisado. Corais de crianças desafinadas cantam alegremente. Os shoppings fazem promoções e pinheiros brotam em meio ao calor do nosso país tropical.

Yes, babe. Está chegando o Natal.

Eu não sou nenhum tipo de Grinch, que odeia Natal. Adoro ver minha casa enfeitada, reunir a família na volta de uma bela mesa farta, preparar presentes com carinho. Mas eu detesto multidões. Tenho horror a "lembrancinhas". Nunca sei o que comprar. Me perco dentro de shoppings, sou levada por uma multidão maluca, aquele burburinho de ho-ho-ho's só me faz querer voltar pra casa.

Os presentes maiores são simples: eu penso antes no que e onde comprar. De preferência, com uma lista de lojas para, se não achar na primeira, procurar nas outras. Esses presentes grandes são para pessoas que você geralmente conhece bem (ou pelo menos razoavelmente), tem idéia de seus gostos. Mas e os presentinhos para aqueles amigos que você adora, mas vê pouco (ou vê muito mas não conhece bem, como professores e colegas)? Aquela coisinha só para a pessoa ver que você lembrou dela, sem gastar muito, é que me assusta.

Adoro dar e receber presentes, mas quando ganho uma lembrancinha com cara de "obrigação" fico arrasada. Preferia um abraço sincero, um e-mail, do que um presente claramente dado para suprir regras sociais já fora de moda. Mas às vezes você pensa, pensa e pensa e não consegue extrair nenhuma idéia válida que torne o presente especial e sem distinções.

Minha solução é unir o útil ao agradável: eu cozinho! Muitas vezes não lembramos, mas existem várias guloseimas fáceis de fazer e que são sucesso garantido. Sem contar que cozinhar relaxa ao invés de estressar como os shoppings nessa época. Você coloca carinho no que está preparando, o que torna o presente super especial, por mais simples que seja. Pode ser um único muffin, mas se for feito pensando em como o outro ficará feliz ao recebê-lo, pode ter certeza que agradará.

Recentemente fiz alguns cookies choc chip super fáceis para presentear alguns professores maravilhosos do meu curso na faculdade. Infelizmente já era bem tarde quando os assei e esqueci de fotografá-los. Como esses biscoitinhos são figuras fáceis na minha cozinha, a receita deles fica para a próxima. Ao invés dela, vou deixá-los com três sites que os inspirarão brilhantemente. Todos estão em inglês, mas além de ser uma oportunidade deliciosa de treinar o idioma, você pode pedir ajuda para o nosso amiguinho Google para traduzir as receitas.

O primeiro se chama Please Send Cookies, e é uma idéia muito bacana da Nestlé: incentivar as pessoas a darem cookies de presente. Existem sugestões de dar cookies para instituições de caridade, hospitais, para seus amigos e familiares. A sugestão deles é de enviar os biscoitos pelo correio, até comprando um prato especial, mas você não precisa ir tão longe: basta conferir as deliciosas receitas e fazer os cookies para distribuir.


O segundo também é um site da Nestlé, e se chama Very Best Baking. Na verdade, existem diversas receitas de diferentes pratos, mas todas elas assadas, ou seja: muitos biscoitos, bolos, tortas e outras guloseimas altamente presenteáveis e apetitosas. Além disso, eles tem um Holyday Guide com muitas receitas e dicas interessantes, específicas para o Natal.

A terceira e última dica é o projeto Gift of The Day, do blog Slashfood's. São postadas diariamente idéias de presentes feitos em casa (todos muito apetitosos e simples de fazer), juntamente com a receita.

O importante é ter sempre uma coisa em mente: estamos no final de ano, cansados, loucos por um descanso. O Natal é, em última análise, um motivo para dizermos às pessoas o quanto elas nos são importantes, o quanto gostamos da companhia e amizade. Não tem por que tranformar isso numa fonte de dores de cabeça.

No fim das contas, o bom mesmo é adocicar um pouquinho o coração - o seu e o das pessoas que o cercam.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A geléia de cereja de uma-vez-na-vida

Nove dias sem postar! Vocês estavam quase desistindo de mim, eu sei. Mas não desistam que eu vou estar sempre por aqui - só estou fazendo coisinhas demais, por hora, e infelizmente elas pouco tem a ver com a minha cozinha.

A historinha que vou contar aconteceu a algumas semanas. E ela contraria TUDO que eu já disse nesse blog. Praticidade, rapidez, eficiência? Isso é para nOObs, legal mesmo é mexer no Assembly!

O fato é que eu adoro cerejas. E na casa do vô do meu namorado há uma cerejeira, carregada de frutinhas vermelho-escuro, pequenas e perfumadas. Porém, elas acabariam não sendo aproveitadas - cerejas demais para as pessoas consumirem in natura... Foi quando eu tive a grande idéia: com a ajuda do jardineiro, colhemos as cerejas e faremos a Torta de Cerejas para o Fim do Verão, que eu achei no site do seriado Pushing Daisies (aliás, lindo site, uma fofura, mas com receitas completamente malucas) .

Cerejas colhidas, com a minha falta de tempo habitual não consegui deixá-las me esperando: tive de congelá-las, para fazer a empreitada em outro dia. Dois potes de sorvete de cerejas no congelador da casa do namorado em uma noite de sábado que eu esperava ser bem tranquila: pizza, tortinhas perfumadas, estudo e sono.

Com a receita em punho, não fui com a cara da massa. Decidi preparar a infalível receita da Ana Elisa, que já executara com sucesso tantas vezes (um dia mostro a minha versão para a torta de maçã dela, é sensacional). Ficou como o esperado, levemente amarelada e com boa textura. Enrolada e na geladeira, era tempo de começar com o recheio.

Com a minha total falta de experiência com alimentos congelados que não sejam pizzas, não me dei conta que as míseras duas horas fora do congelador não ia descongelar totalmente as cerejas. Olhei para elas, elas olharam para mim e aí eu pensei exatamente o contrário do que deveria: "não pode ser tão difícil". Como acabei por comprovar, podia sim.

Chamei o namorado pra ajudar a tirar os cabinhos e as sementes das cerejas. Acostumada com aquelas bolinhas avermelhadas imersas em licor de marasquinho, meu cérebro não processou a informação de que frutos in natura possuem sementes, e que as sementes deveriam sumir de dentro deles antes de tranformá-los em geléia. Então fomos nós dois tirar as sementes de um zilhão de cerejas congeladas.

Obviamente, quando chegamos a 1/4 da quantidade, já estávamos cansados, frustrados e mal-dizendo o site do Pushing Daisies, o criador da receita, os personagens do seriado, o criador do seriado. E é nessas horas que a gente se dá conta que está com uma pessoa que nos ama de verdade: meu querido aguentou firme do meu lado, dizendo que era pra eu não encanar a cada "não me odeie" que eu proferia e que no final, tudo ficaria delicioso.

Três horas e meia depois, com os dedos sem sensibilidade, tendo mandado minha massa às favas e quase tendo um siricotico de frustração, as cerejas estavam prontas para serem usadas. Decidi que o mais prático seria tentar fazer uma chimia (schmier, um tipo de geléia alemã com pedaços de frutas).

Daí em diante, foi uma invencionice sem tamanho: mistura açúcar, coloca um pouquinho de maisena, acrescenta mais manteiga. E não é que acabei conseguindo uma linda e brilhante schmier? Bom, talvez as vovós alemãs que leiam essa postagem queiram meu pescoço, afinal, o que eu fiz não foi tecnicamente uma schmier, mas como eu não sei definir a coisa que saiu do meu fogão e ela estava bonita, perfumada e gostosa, eu me sinto feliz de pensar nela como prima próxima de uma receita tradicional.

Cansada como estava, não fotografei a minha obra, mas dei uma Googleada e posso dizer com certa segurança que ela ficou parecida com a da Dadivosa, apesar do tipo de cereja usado ser diferente - as que eu tinha eram as escuras, que nascem aqui no sul. As dela eram provavelmente as chilenas - também maravilhosas. A geléia foi distribuída em vários potinhos e dada de presente ao avô e aos pais do meu namorado e aos meus pais. Também fiquei com um pouco para mim e meu namorado com outro tanto pra ele. Foi consumida das mais diversas formas: pura, no pão, com creme de leite.

Ficando tão vermelhinha e apetitosa, me fez reconsiderar por um instante a idéia de não fazer geléia de cereja nunca mais. Mas isso durou aproximadamente 30 segundos. Minha receitas são práticas e rápidas. De qualquer forma, você pode comprar as cerejas descaroçadas, prontinhas. Ah, as maravilhas do mundo moderno!

Geléia de Uma Vez
* 1 kg de açúcar
* ~1000g de manteiga sem sal
* 4 colheres de sopa de amido de milho
* um pouquinho de água fria + água a gosto para formar a "calda"
* meio quilo de cerejas sem caroço cortadas grosseiramente

1) Coloque as cerejas, 2/3 do açúcar e 2/3 da manteiga numa panela grande.
2) Coloque um pouco de água e deixa o açúscar e a manteiga derreterem.
3) Dissolva o amido de milho na água gelada e coloque na panela. Mexa bem até ficar bem vermelhinho e brillhante.
4) Cozinhe mais um pouco, até que a calda fique espessa e as cerejas dissolvam.
5) Desligue o fogo.
5) Misture o restante do açúcar e da manteiga e mexa bem até incorporar.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Para nerds gaúchos

Esse sábado vai rolar um evento muito bacana aqui em Porto Alegre: o TchêLinux.

Na verdade, TchêLinux é um grupo de usuários de Software Livre do Rio Grande do Sul, e eles já organizaram vários eventos, inclusivo pelo interior do Estado.


Esta nerd cozinheira estará lá para conferir as palestras mais legais, fazer networking e rever amigos. Se você quiser me conhecer, provavelmente estarei com as minhas orelhinhas de raposa, afinal, eu amo Firefox, contribuo e quero mostrar isso pra todo mundo (e por que orelhinhas são fofas, ora bolas).

Então, podemos nos encontrar na Faculdade de Informática da PUC-RS de Porto Alegre, neste sábado, 08/10, a partir das 8:30. Tem que realizar inscrição (não tenho certeza se ainda tem vagas, mas é só dar uma conferida) e a entrada é 2 kg de alimentos não perecíveis.

Para saber mais, entre na página do evento.

P.S.: sim, eu vou postar mais receitas. Tenho cozinhado menos por causa do curso, mas ainda existem coisinhas interessantes saindo do meu fogão de vez em quando. Só preciso arrumar mais tempo para postar, oh god.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Meme: Dia Nacional do Livro

O Mario Rinaldi me convidou pra participar desse meme sobre o Dia Nacional do Livro, que foi ontem. Como eu só vi hoje, vou postar hoje mesmo. Acho que ainda vale - sempre é hora pra se falar sobre cultura.

Eu adoro ler. Leio principalmente ficção, mas como já citei, ando bem interessada em livros culinários ultimamente. E esse gosto pela leitura não surgiu de uma hora para outra, mas foi construído desde bem pequenininha. Meus pais me presenteavam com livros, revistas em quadrinhos, mesmo antes de eu aprender a ler. Me ensinaram o prazer de ir em uma biblioteca e percorrer as prateleiras em busca de uma nova história.

Não adianta as escolas obrigarem adolescentes a ler Machado de Assis: quem nunca leu "Marcelo, Marmelo, Martelo" não está preparado para entender as sutilezas de "Memórias Póstumas de Bras Cubas".

Cruzadas sem propósito são travadas contra a série Harry Potter e os livros do Dan Brown. Dizem que os livros são feitos para tornarem-se roteiros, que são fracos e que a leitura não instiga o pensamento. Sou fã de Harry Potter e li alguns do Dan Brown e acredito que uma coisa é inegável: esses livros incentivam a leitura de milhares de pessoas e são porta de entrada para outros livros. Inclusive pessoas que não tinham o hábito tornaram-se leitores a partir desses títulos de leitura mais simples. Novamente: não se pode iniciar com Machado de Assis.

A internet dá a impressão de ser a solução para a maioria dos assuntos. É só colocar no Google e puff! Uma resposta mágica sairia das páginas do seu browser assim como um gênio sai de dentro da sua lâmpada. Ledo engano. Os assuntos desse blog - culinária e nerdices - são bons exemplos. Assim como é necessário um bom livro de técnicas, ilustrado e cheio de explicações minuciosas para se conseguir visualizar como se faz a sova de um baguete, é preciso um livro para explicar a teoria embaixo da tecnologia, para dar toda a base matemática dos algoritmos, algo que não se encontra nem no melhor fórum da área.

Pelo meme, devo recomendar três livros. Mas me reservo o direito de indicar seis: três de culinária e três de literatura.

Literatura:
* A insustentável leveza do ser (Milan Kundera)
* O Físico (Noah Gordon)
* Olhai os Lírios do Campo (Erico Verissimo)

Culinária:
* NigellaExpress
* Técnicas da Cordon Bleu
* Dona Benta