As maçãs já estavam me olhando. Esse é um dos meus principais problemas: quando eu vejo frutas realmente lindas, me empolgo e compro demais. E sempre ficam lá, coitadas, umas três ou quatro remanescentes, pedindo pra serem usadas.
Queria uma torta de maçã. Tenho uma receita de torta a lá Vovó Donalda, infalível, que achei no La Cucinetta, mas (como sempre) a minha vida está uma correria, então eu precisva de algo mais fácil e rápido. E, pra falar a verdade, estava morrendo de preguiça de fazer massa, sovar, deixar crescer. Não, definitavamente era um dia para soluções simples.
Como eu cozinho à noite e geralmente decido o que fazer quando já cheguei em casa, tinha o agravante de precisar de uma receita com ingredientes que eu tivesse em casa. Por mais que eu more perto de um supermercado, procurar a receita, fazer a lista, sair de casa, ir até o super, pegar fila, carregar peso. Ufa, me canso só de pensar.
Fui pra bíblia da culinária brasileira, vulgo Dona Benta, o livrão que sempre me salva e, mais uma vez, lá estava o que eu queria: uma torta de maçã sem massa. Apenas quatro ingredientes, leve e com jeito, perfume e gosto de torta.
Até a Vovó Donalda se rendeu às facilidades modernas - e se depender dessa torta, sempre se sairá muito bem!
TORTA DE MAÇÃ SEM MASSA
* 4 maçãs fatiadas
* 1 lata de leite condensado
* 3 ovos (gemas e claras separadas)
* 6 colheres de sopa de açúcar.
Coloque as fatias de maçã num refratário (não precisa untar).
Misture as gemas e o leite condensado até ficar homogêneo. Despeje a mistura sobre as fatias de maçã.
Leve ao forno até que as maçãs assem, aproximadamente 15 minutos em forno médio. Tire do forno.
Bata as claras em neve de picos firmes com o açúcar. Coloque sobre as maçãs assadas e volte ao forno atá dourar (mais uns 10 minutos).
Deixe esfriar e coloque para gelar.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Comidas MacGyver: Trivial e sugerido como exercício
Tá bom que todo mundo sabe fazer ovo mexido. Tá bom que esse é o básico da cozinha. Mas o trivial pode ganhar alguns truquezinhos pra ficar mais gostoso.
Para três ovos, adicionei meia caixinha de creme de leite. Um pouquinho de pimenta, sal, azeite de oliva pra fritar. Se não tiver creme de leite, pode usar leite mesmo. Bate tudo, coloca na frigideira, mexe, mexe, mexe.
Pronto. Os ovos mais cremosos que você já comeu, sem adição de trabalho.
Para três ovos, adicionei meia caixinha de creme de leite. Um pouquinho de pimenta, sal, azeite de oliva pra fritar. Se não tiver creme de leite, pode usar leite mesmo. Bate tudo, coloca na frigideira, mexe, mexe, mexe.
Pronto. Os ovos mais cremosos que você já comeu, sem adição de trabalho.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Bolinhos de cenoura via twitter
A culpa toda é do Fanny. Não se diz pra uma nerd-cozinheira que adora doces que está com dois bolos na sua frente. Principalmente na segunda-feira de troca do horário normal para o horário de verão, o que significa que eu saí correndo de casa e mal tive tempo de tomar um iogurte.
Trocando twittadas sobre bolos, tive a idéia que acabou sendo executada: e se eu fizesse um de cenoura e colocasse em forminhas, como cupcakes? Óbvio que encasquetei com os cupcakes de cenoura. E óbvio que eu cheguei em casa e corri para fazê-los.
Resolvi por uma bem simples, que me lembra o bolo de cenoura que a minha vó faz e que eu comi durante toda a infância. Leva ingredientes tão simples que é difícil que você não tenha em casa. E o melhor de tudo: a massa fica pronta em mais ou menos meia hora. Sei dizer por que antes de ir pra cozinha, dei o play no No Promisses da Carla Bruni (que tem ao todo 36 minutos - sim, é um álbum bem curto) e a última música acabou no momento que eu colocava os bolinhos no forno.
Acabou que o resultado final não ficou com cara de cupcake. Não tem aquela aura festiva e refinada, quase fresca, que paira em volta dos cupcakes. Ficou com jeito de bolinho caseiro, bom pra comer acompanhado de uma xícara de café (com licor, como prefere o inspirador da receita) ou com suco, vendo sessão da tarde.
Resolvi chamá-los de bolinhos mesmo. Bolinhos fofos, molhadinhos e que magicamente ficaram com gosto parecido com o que a minha vó faz. Mas bolo que é bolo precisa de cobertura. Bolo de cenoura precisa de cobertura de chocolate. Pra combinar com esse clima nostálgico, nada melhor que brigadeiro.
O resultado? Absurdamente tentador. Suave como uma música da Carla Bruni, doce como a infância e amarelo-iluminado, como esse raro dia de sol na primavera porto-alegrense.
BOLINHOS DE CENOURA
Rende 16 bolinhos
* 3 cenouras médias
* 3 ovos
* 1 xícara de chá de óleo
* 2 e 1/2 xícaras de chá de açúcar
* 2 xícaras de chá de farinha de trigo
* 1 colher de sopa de fermento em pó
Pré-aqueça o forno em temperatura média.
Limpe as cenouras e rale-as grosseiramente, o suficiente para facilitar quando elas forem batidas no liquidificador.
Coloque os ovos, o óleo e um pouquinho da cenoura no liquidificador. Bata até estar tudo triturado e cremoso. Repita a operação até terminar a cenoura, de pouquinho em pouquinho pro liquidificador não trancar.
Incorpore o açúcar (uma xícara, bate, outra xícara, bate) e o fermento.
Vá colocando a farinha também aos pouquinhos e batendo a cada adição, até que tudo fique uniforme.
Coloque as forminhas de papel nas forminhas de metal, despeje a massa até pouco mais da metade e leve ao forno por aproximadamente meia hora, ou até que ao inserir um palito no bolo, ele saia limpo.
Cobertura: eu fiz um brigadeiro com uma lata de leite condensado, duas colheres de sopa de chocolate em pó e uma colher de sopa de margarina. Mas você pode deixá-los simples, cobrir com nutella, com doce de leite, com geléia ou o que a sua imaginação mandar.
Trocando twittadas sobre bolos, tive a idéia que acabou sendo executada: e se eu fizesse um de cenoura e colocasse em forminhas, como cupcakes? Óbvio que encasquetei com os cupcakes de cenoura. E óbvio que eu cheguei em casa e corri para fazê-los.
Resolvi por uma bem simples, que me lembra o bolo de cenoura que a minha vó faz e que eu comi durante toda a infância. Leva ingredientes tão simples que é difícil que você não tenha em casa. E o melhor de tudo: a massa fica pronta em mais ou menos meia hora. Sei dizer por que antes de ir pra cozinha, dei o play no No Promisses da Carla Bruni (que tem ao todo 36 minutos - sim, é um álbum bem curto) e a última música acabou no momento que eu colocava os bolinhos no forno.
Os próprios, sem cobertura
Acabou que o resultado final não ficou com cara de cupcake. Não tem aquela aura festiva e refinada, quase fresca, que paira em volta dos cupcakes. Ficou com jeito de bolinho caseiro, bom pra comer acompanhado de uma xícara de café (com licor, como prefere o inspirador da receita) ou com suco, vendo sessão da tarde.
Resolvi chamá-los de bolinhos mesmo. Bolinhos fofos, molhadinhos e que magicamente ficaram com gosto parecido com o que a minha vó faz. Mas bolo que é bolo precisa de cobertura. Bolo de cenoura precisa de cobertura de chocolate. Pra combinar com esse clima nostálgico, nada melhor que brigadeiro.
O resultado? Absurdamente tentador. Suave como uma música da Carla Bruni, doce como a infância e amarelo-iluminado, como esse raro dia de sol na primavera porto-alegrense.
Bolinhos e pinguins
BOLINHOS DE CENOURA
Rende 16 bolinhos
* 3 cenouras médias
* 3 ovos
* 1 xícara de chá de óleo
* 2 e 1/2 xícaras de chá de açúcar
* 2 xícaras de chá de farinha de trigo
* 1 colher de sopa de fermento em pó
Pré-aqueça o forno em temperatura média.
Limpe as cenouras e rale-as grosseiramente, o suficiente para facilitar quando elas forem batidas no liquidificador.
Coloque os ovos, o óleo e um pouquinho da cenoura no liquidificador. Bata até estar tudo triturado e cremoso. Repita a operação até terminar a cenoura, de pouquinho em pouquinho pro liquidificador não trancar.
Incorpore o açúcar (uma xícara, bate, outra xícara, bate) e o fermento.
Vá colocando a farinha também aos pouquinhos e batendo a cada adição, até que tudo fique uniforme.
Coloque as forminhas de papel nas forminhas de metal, despeje a massa até pouco mais da metade e leve ao forno por aproximadamente meia hora, ou até que ao inserir um palito no bolo, ele saia limpo.
Cobertura: eu fiz um brigadeiro com uma lata de leite condensado, duas colheres de sopa de chocolate em pó e uma colher de sopa de margarina. Mas você pode deixá-los simples, cobrir com nutella, com doce de leite, com geléia ou o que a sua imaginação mandar.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Alternativa preguiçosa ao carreteiro
Churrasco é uma instituição gaúcha. E churrasco sempre sobra. O churrasqueiro sempre faz carne contando com duas pessoas a mais. É assim na minha família, é assim nas famílias dos meus amigos, deve ser assim na sua.
No fim da comilança, o pessoal já está triste de tanto comer e sempre tem um que olha pro monte de carne e diz: "é, amanhã vai ter carreteiro". Só que tem vezes que a gente cansa de carreteiro. Tem vezes que a preguiça vence (e ela anda me vencendo com bastante frequência).
Pra essas horas em que a preguiça se junta com o churrasco do dia anterior é que nós fazemos um entrevero gaudério.

Simples, simples, simples. Servido com pão tostadinho, farofa e uma cebolinha em tiras, se você gostar. E rápido, afinal, o trabalho já foi feito pelas brasas lentas da churrasqueira. Tudo que você tem que fazer é picar a carne e refogá-la com carinho.
Isso te dará tempo de curtir um domingo devagar, daqueles que a gente prefere ver Gossip Girl do que House, só pra ter que pensar menos. Devagar, mas mesmo assim delicioso.
Isso tem nome: conforto. Na melhor interpretação possível da palavra.

ENTREVERO GAUDÉRIO PARA DUMMIES
* Sobras de churrasco
* Azeite de Oliva
* Cebola (opcional)
Corte o churrasco em pedacinhos. Mas pedacinhos mesmo, que possam ser comidos em uma bocada, sem precisar cortar de novo.
Aqueça o azeite de oliva numa panela grande (eu uso sempre a minha frigideirona "wok", onde cabe tudo) e, quando estiver quente, coloque a carne aos poucos. Se você simplesmente jogar toda a carne lá dentro, o óleo vai espirrar e você pode se machucar.
Refogue tudo até que a carne fique douradinha e quente. É, só isso.
Se quiser algo mais, aqueça um pouco mais de azeite e refoque uma cebola cortada em tirinhas, até ela ficar dourada.
Sirva com um pãozinho tostado no forno e/ou uma farofa. Pronto.
No fim da comilança, o pessoal já está triste de tanto comer e sempre tem um que olha pro monte de carne e diz: "é, amanhã vai ter carreteiro". Só que tem vezes que a gente cansa de carreteiro. Tem vezes que a preguiça vence (e ela anda me vencendo com bastante frequência).
Pra essas horas em que a preguiça se junta com o churrasco do dia anterior é que nós fazemos um entrevero gaudério.
Simples, simples, simples. Servido com pão tostadinho, farofa e uma cebolinha em tiras, se você gostar. E rápido, afinal, o trabalho já foi feito pelas brasas lentas da churrasqueira. Tudo que você tem que fazer é picar a carne e refogá-la com carinho.
Isso te dará tempo de curtir um domingo devagar, daqueles que a gente prefere ver Gossip Girl do que House, só pra ter que pensar menos. Devagar, mas mesmo assim delicioso.
Isso tem nome: conforto. Na melhor interpretação possível da palavra.
ENTREVERO GAUDÉRIO PARA DUMMIES
* Sobras de churrasco
* Azeite de Oliva
* Cebola (opcional)
Corte o churrasco em pedacinhos. Mas pedacinhos mesmo, que possam ser comidos em uma bocada, sem precisar cortar de novo.
Aqueça o azeite de oliva numa panela grande (eu uso sempre a minha frigideirona "wok", onde cabe tudo) e, quando estiver quente, coloque a carne aos poucos. Se você simplesmente jogar toda a carne lá dentro, o óleo vai espirrar e você pode se machucar.
Refogue tudo até que a carne fique douradinha e quente. É, só isso.
Se quiser algo mais, aqueça um pouco mais de azeite e refoque uma cebola cortada em tirinhas, até ela ficar dourada.
Sirva com um pãozinho tostado no forno e/ou uma farofa. Pronto.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Rain drops keep falling on my head
O mundo vindo abaixo. Chuva, raios, trovões, ventanias e uma nerd sem internet. O horror, o horror.
Chovia tanto que eu não consegui sair de casa pra ir pro flamenco. Assisti Viagem a Darjeeling inteirinho do DVD antes da internet pensar em voltar. Chuva, chuva, chuva. Arquivos do trabalho da faculdade online, ou seja, inacessíveis. Chuva, chuva, chuva. O que fazer?
A solução foi simples: cozinha. Fazer algo gostoso, pra aquecer a casa e a mente. Mas ilhada dentro de casa eu não poderia fazer nada muito estrambólico, que demandasse uma ida ao supermercado. A escolha óbvia: macarrão.
Fui pesquisar no Pasta, da Parragon, um dos livros que eu vi, me apaixonei e ainda não tinha utilizado. Bati o olho numa receita de macarrão facilmente adaptável. Pedia manteiga, creme de leite fresco e queijo parmesão ralado (o que significa ralado grosso e na hora, nunca queijo ralado de pacotinho), e eu não tinha esses ingredientes em casa. Mas podia substituí-los por margarina, creme de leite de caixinha (desde que eu cuidasse para não ferver) e queijo prato. Usei meu truque das fatias dobradas para ralar o queijo prato, mas você pode comprá-lo já ralado grosso no supermercado.
Ok, não fica com o sabor tão marcante como o da manteiga e do parmesão, e o creme de leite fresco é de fato muito mais cremoso. Mas nada disso importa quando um prato pode salvar a tua noite do mau humor que o aguaceiro traz. E não é que mesmo com todas as modificações eu consegui a melhor massa que já fiz na vida?

Eu gostei dele assim: creme, queijo e ervilhas. Sim, ervilhas que amaciam e se integram maravilhosamente ao gosto suave do molho. Sem necessidade de nenhuma carne. Ele é bem substancioso desse jeito, não precisa de nenhum complemento. Talvez somente algumas azeitonas, que minha mãe colocou por cima, ou um pouco de queijo ralado (esse pode ser de pacotinho).
O restante da noite foi de brigas com o modem (e a Internet voltou!), análises de algoritmos de Sistemas Fuzzy e mais chuva. Mas o macarrão conseguiu deixar essa nerd tão feliz que até me esqueci que estive forçadamente offline por várias horas.
Macarrão cremoso (para um dia de chuva)
Adaptado do livro Pasta, da Parragon
* 500g de macarrão
* 2 colheres de sopa (generosas) de manteiga ou margarina
* 1 xícara de ervilhas (eu uso as congeladas, e descongelo no microondas antes de usar)
* 2 caixinhas de creme de leite
* sal, pimenta e noz-moscada a gosto
* 1 xícara de queijo prato ralado grosso
Cozinhe o macarrão como indica o pacote. Escorra e reserve.
Derreta a margarina em uma panela ou frigideira grande (de preferência estilo wok). Quando derreter completamente, adicione as ervilhas e espere que elas fiquem macias.
Adicione uma caixinha e meia de creme de leite, deixe aquecer levemente (mas não levantar fervura), adicione o macarrão reservado e mexa bem para incorporar ao creme.
Tempere com o sal, a pimenta e a noz-moscada.
Adicione o queijo e o creme de leite restante. Deixe um pouquinho mais no fogo, mexendo sempre, para que o queijo derreta e incopore-se.
Sirva bem quente. Coma escutando Rain Drops Keep Falling on My Head.
Chovia tanto que eu não consegui sair de casa pra ir pro flamenco. Assisti Viagem a Darjeeling inteirinho do DVD antes da internet pensar em voltar. Chuva, chuva, chuva. Arquivos do trabalho da faculdade online, ou seja, inacessíveis. Chuva, chuva, chuva. O que fazer?
A solução foi simples: cozinha. Fazer algo gostoso, pra aquecer a casa e a mente. Mas ilhada dentro de casa eu não poderia fazer nada muito estrambólico, que demandasse uma ida ao supermercado. A escolha óbvia: macarrão.
Ok, não fica com o sabor tão marcante como o da manteiga e do parmesão, e o creme de leite fresco é de fato muito mais cremoso. Mas nada disso importa quando um prato pode salvar a tua noite do mau humor que o aguaceiro traz. E não é que mesmo com todas as modificações eu consegui a melhor massa que já fiz na vida?
Eu gostei dele assim: creme, queijo e ervilhas. Sim, ervilhas que amaciam e se integram maravilhosamente ao gosto suave do molho. Sem necessidade de nenhuma carne. Ele é bem substancioso desse jeito, não precisa de nenhum complemento. Talvez somente algumas azeitonas, que minha mãe colocou por cima, ou um pouco de queijo ralado (esse pode ser de pacotinho).
O restante da noite foi de brigas com o modem (e a Internet voltou!), análises de algoritmos de Sistemas Fuzzy e mais chuva. Mas o macarrão conseguiu deixar essa nerd tão feliz que até me esqueci que estive forçadamente offline por várias horas.
Macarrão cremoso (para um dia de chuva)
Adaptado do livro Pasta, da Parragon
* 500g de macarrão
* 2 colheres de sopa (generosas) de manteiga ou margarina
* 1 xícara de ervilhas (eu uso as congeladas, e descongelo no microondas antes de usar)
* 2 caixinhas de creme de leite
* sal, pimenta e noz-moscada a gosto
* 1 xícara de queijo prato ralado grosso
Cozinhe o macarrão como indica o pacote. Escorra e reserve.
Derreta a margarina em uma panela ou frigideira grande (de preferência estilo wok). Quando derreter completamente, adicione as ervilhas e espere que elas fiquem macias.
Adicione uma caixinha e meia de creme de leite, deixe aquecer levemente (mas não levantar fervura), adicione o macarrão reservado e mexa bem para incorporar ao creme.
Tempere com o sal, a pimenta e a noz-moscada.
Adicione o queijo e o creme de leite restante. Deixe um pouquinho mais no fogo, mexendo sempre, para que o queijo derreta e incopore-se.
Sirva bem quente. Coma escutando Rain Drops Keep Falling on My Head.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Um cachorro-quente para um dia de chuva
Uma receitinha sem muitas delongas: uma noite de meio da semana chuvosa, um pacote de salsicha e um de linguicinhas na geladeira, vontade de cachorro-quente mas em casa eu só tinha pão de forma. Quando eu digo chuva, eu me refiro a MUITA chuva, daquelas que nem as minhas coloridas galochas novas me fazem querer enfrentar. O que fazer, então?
Usar de criatividade, de um rolo de macarrão e de uma torradeira. O resultado foi bem criativo: uma mistura de sanduíche com cachorro quente, com um formato que lembra os enroladinhos que salsicha que eu comia nas festas juninas da minha escola de primeiro grau.

O rolo de macarrão serve para deixar a fatia de pão mais fininha, para ela enrolar mais fácil em torno da salsicha. Se você não tiver rolo de macarrão, pode usar uma garrafa pesada, como de vinho ou de vodka. Mais de uma vez profanei uma garrafa de Absolut, usando-a para abrir massa de torta (serviu perfeitamente ao propósito, além de poeticamente ter dado um ar boêmio à receita).
Depois de prontos, podem ser prensados na torradeira, ou levados ao forno até estarem levemente crocantes. Preferi a torradeira por ser mais rápido e simples. Um cachorro quente rápido, simples e com ares de infância - nada melhor para acalentar uma noite chuvosa depois de um dia cansativo.

CACHORRO-QUENTE ENROLADO
para 6 cachorros-quentes
* 6 salsichas ou linguicinhas
* 6 fatias de pão de forma
* margarina a gosto
* 6 fatias de presunto
* 6 fatias de queijo prato
* catchup, mostarda e maionese (para servir)
Ferva as salsichas ou linguicinhas, até que elas inchem.
Usando o rolo de macarrão (ou a garrafa) achate as fatias de pão, até que elas fiquem fininhas.
Passe manteiga em cada uma delas, coloque uma fatia de presunto e uma de queijo.
Coloque uma salsicha em cada fatia e enrole-as, como num rocambole, em torno da salsichas e prenda com um palito para não deixar que ele se desenrole.
Coloque-os na torradeira ou leve-os ao forno até que fiquem torradinhos.
Sirva quente, acompanhado dos condimentos.
Usar de criatividade, de um rolo de macarrão e de uma torradeira. O resultado foi bem criativo: uma mistura de sanduíche com cachorro quente, com um formato que lembra os enroladinhos que salsicha que eu comia nas festas juninas da minha escola de primeiro grau.
O rolo de macarrão serve para deixar a fatia de pão mais fininha, para ela enrolar mais fácil em torno da salsicha. Se você não tiver rolo de macarrão, pode usar uma garrafa pesada, como de vinho ou de vodka. Mais de uma vez profanei uma garrafa de Absolut, usando-a para abrir massa de torta (serviu perfeitamente ao propósito, além de poeticamente ter dado um ar boêmio à receita).
Depois de prontos, podem ser prensados na torradeira, ou levados ao forno até estarem levemente crocantes. Preferi a torradeira por ser mais rápido e simples. Um cachorro quente rápido, simples e com ares de infância - nada melhor para acalentar uma noite chuvosa depois de um dia cansativo.
CACHORRO-QUENTE ENROLADO
para 6 cachorros-quentes
* 6 salsichas ou linguicinhas
* 6 fatias de pão de forma
* margarina a gosto
* 6 fatias de presunto
* 6 fatias de queijo prato
* catchup, mostarda e maionese (para servir)
Ferva as salsichas ou linguicinhas, até que elas inchem.
Usando o rolo de macarrão (ou a garrafa) achate as fatias de pão, até que elas fiquem fininhas.
Passe manteiga em cada uma delas, coloque uma fatia de presunto e uma de queijo.
Coloque uma salsicha em cada fatia e enrole-as, como num rocambole, em torno da salsichas e prenda com um palito para não deixar que ele se desenrole.
Coloque-os na torradeira ou leve-os ao forno até que fiquem torradinhos.
Sirva quente, acompanhado dos condimentos.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O não-bolo de aniversário
Meu pai completou mais uma primavera nessa segunda-feira. Comemoramos com um churrasco no domingo, mas a data mesmo era segunda, então não podia passar em branco. E meu pai ADORA doces. A culpa de eu ser essa formiga atômica é toda dele. Portanto, eu tinha que fazer algum doce que ele gostasse bastante.
Outra coisa que meu pai adora são mousses de pacotinho. Fato. Não importa quantos pudins de colher, mousses levinhas ou sorvetes cremosos eu faça em casa, ele continua voltando do supermercado com pozinhos para doce. E me pedindo pra fazer com olhos de gatinho do Shrek.
Vou deixando os pacotinhos ali, num canto do armário, emburrados, até que acabo me rendendo e fazendo algo com eles. Nunca preparo exatamente como mandam as instruções - dou uma incrementadinha aqui e ali. Algumas vezes saem invencionices muito boas.
Cheguei em casa segunda-feira correndo. Queria fazer algum doce pro meu pai, mas tinha pouco tempo até a minha aula de flamenco (eu sou um raro espécime dos nerds-que-dançam). Aniversário tem que ter bolo (já repeti essa frase aqui e aqui), mas não dava pra fazer e assar antes do meu progenitor chegar em casa. Oh vida! Oh céus! O que fazer?
Pensei cá com os meus botões e resolvi fazer uma coisa rápida, mas confeitá-la bonitinha e deixá-la com cara de bolo. E quer maior rapidez que a das musses de pacotinho? Mas obviamente que essa não seria uma musse qualquer: levaria chocolate, creme de leite e outras coisinhas mais pra deixá-la linda e absoluta!
"Eu sou linda... Absoluta... Eu sou Stefhany "
Outra coisa que meu pai adora são mousses de pacotinho. Fato. Não importa quantos pudins de colher, mousses levinhas ou sorvetes cremosos eu faça em casa, ele continua voltando do supermercado com pozinhos para doce. E me pedindo pra fazer com olhos de gatinho do Shrek.
Vou deixando os pacotinhos ali, num canto do armário, emburrados, até que acabo me rendendo e fazendo algo com eles. Nunca preparo exatamente como mandam as instruções - dou uma incrementadinha aqui e ali. Algumas vezes saem invencionices muito boas.
Cheguei em casa segunda-feira correndo. Queria fazer algum doce pro meu pai, mas tinha pouco tempo até a minha aula de flamenco (eu sou um raro espécime dos nerds-que-dançam). Aniversário tem que ter bolo (já repeti essa frase aqui e aqui), mas não dava pra fazer e assar antes do meu progenitor chegar em casa. Oh vida! Oh céus! O que fazer?
Pensei cá com os meus botões e resolvi fazer uma coisa rápida, mas confeitá-la bonitinha e deixá-la com cara de bolo. E quer maior rapidez que a das musses de pacotinho? Mas obviamente que essa não seria uma musse qualquer: levaria chocolate, creme de leite e outras coisinhas mais pra deixá-la linda e absoluta!
No final das contas, o doce ficou gostoso e super bonito. Fiz um chantilly colorido e usei o saco de confeitar para conseguir um "efeito dramático" e coloquei meia barra de chocolate ao leite em lascas para ficar parecendo cobertura de bolo. Claro que você não precisa fazer todas essas firulas, mas se a ocasião merecer, faça sem medo - nem que seja pra deixar a vida ainda mais bonita.
O aniversário do meu pai merece que tudo esteja bonito. Aliás, meu pai merece dias bonitos sempre. E uma vida doce em todos os sentidos.
NÃO-BOLO DE ANIVERSÁRIO
* 2 pacotinhos de pó para musse de chocolate (usei essa aqui)
* leite (o quanto mande nas instruções da musse - eu usei 300ml)
* 1 lata de leite condensado
* 1 caixa de Bis
* 300g de creme de leite fresco
* 6 colheres de sopa de açúcar
* Corante alimentício (opcional)
* 1/2 barra de chocolate ao leite
Faça a musse conforme as instruções do fabricante. Eu coloquei na batedeira e bati por 5 minutos, até que incorpore bem e fique fofo. Quando fica pronta, misture a lata de leite condensado e bata por mais dois minutos.
Coloque a musse em uma fôrma. Pique todos os Bis e coloque por cima da musse.
Bata o creme de leite com o açúcar e com o corante (se você quiser deixar colorido e feliz) até atingir ponto de chantilly (ele fica mais espesso e consistente).
Espalhe o chantilly sobre a musse com Bis. Eu usei um saco de confeitar pra ficar bonito, mas você pode espalhar com uma colher mesmo.
Com um ralador grosso, faça lascas do chocolate ao leite, deixando cair sobre o chantilly. O bom é fazer as lascas já em cima do doce, por que como elas são finas, derretem facilmente se muito manipuladas.
Deixe na geladeira por pelo menos 4 horas.
O aniversário do meu pai merece que tudo esteja bonito. Aliás, meu pai merece dias bonitos sempre. E uma vida doce em todos os sentidos.
NÃO-BOLO DE ANIVERSÁRIO
* 2 pacotinhos de pó para musse de chocolate (usei essa aqui)
* leite (o quanto mande nas instruções da musse - eu usei 300ml)
* 1 lata de leite condensado
* 1 caixa de Bis
* 300g de creme de leite fresco
* 6 colheres de sopa de açúcar
* Corante alimentício (opcional)
* 1/2 barra de chocolate ao leite
Faça a musse conforme as instruções do fabricante. Eu coloquei na batedeira e bati por 5 minutos, até que incorpore bem e fique fofo. Quando fica pronta, misture a lata de leite condensado e bata por mais dois minutos.
Coloque a musse em uma fôrma. Pique todos os Bis e coloque por cima da musse.
Bata o creme de leite com o açúcar e com o corante (se você quiser deixar colorido e feliz) até atingir ponto de chantilly (ele fica mais espesso e consistente).
Espalhe o chantilly sobre a musse com Bis. Eu usei um saco de confeitar pra ficar bonito, mas você pode espalhar com uma colher mesmo.
Com um ralador grosso, faça lascas do chocolate ao leite, deixando cair sobre o chantilly. O bom é fazer as lascas já em cima do doce, por que como elas são finas, derretem facilmente se muito manipuladas.
Deixe na geladeira por pelo menos 4 horas.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Um ano de Nerd na Cozinha
Parabéns! Parabéns! Hoje é o seu dia, que diz mais feliz!
A exatamente um ano, eu fazia a primeira postagem do Nerd na Cozinha, comparando receitas a algoritmos e explicando a proposta do blog: mostrar que qualquer um pode cozinhar - e se divertir muito com isso.
A exatamente um ano, eu fazia a primeira postagem do Nerd na Cozinha, comparando receitas a algoritmos e explicando a proposta do blog: mostrar que qualquer um pode cozinhar - e se divertir muito com isso.
O blog sobreviveu ao hiatus (que muito se deve a cadeiras da faculdade que me deixaram temporariamente sem vida) e completa um ano cheio de gostosuras, receitas práticas, nerdices, dicas e a vontade de continuar sempre crescendo.
Através do Nerd na Cozinha e do Twitter conheci pessoas, fiz amigos, me diverti à beça. Então, estava fora de cogitação deixar a data passar em branco. Aniversário pede bolo, mas lá em casa os bolos grandes acabam nunca sendo consumidos por inteiro e eu já fiz muitos cupcakes nos últimos dias. O que mais combina com aniversário? Brigadeiro!
Só que brigadeiro é muito simples, por isso pensei nessa variação, que inclui brigadeiro de colher com uma generosa porção de musse de abacaxi no centro. O azedinho do abacaxi combina perfeitamente com o doce do chocolate e, ainda por cima, essa é uma receita preguiçosa, que leva suquinho em pó. Ótima pra não demorar muito e ter mais tempo pra comemorar.
E, citando o clássico jogo Worms, que esse seja "o primeiro de muitos" anos de receitas e nerdices!
CREME CALIFORNIANO
Brigadeiro de colher
* 1 lata de leite condensado
* 2 colheres de sobremesa de margarina
* 4 colheres de sopa de achocolatado
* 1/2 pote (150g) de creme de leite fresco
Misture numa panela o leite condensado, a manteiga e o achocolatado. Leve ao fogo alto, mexendo sempre, até que desgrude do fundo da panela.
Quando estiver em ponto de brigadeiro, desligue o fogo e misture o creme de leite, mexendo até incorporar. Coloque em de 8 potinhos (aproximadamente), preenchendo até 1/3 da altura.
Coloque na geladeira enquanto faz a mousse de abacaxi.
Musse de abacaxi
* 1/2 lata de leite condensado
* 1/2 pote (150g) de creme de leite fresco
* 1 pote de iogurte desnatado
* 1/2 pacote de gelatina em pó sem sabor
* 6 colheres de sopa de água
* 1 pacote de suco em pó sabor abacaxi
Misture o leite condensado, o creme de leite e o iogurte desnatado em um pote. Reserve.
Em uma vasilha pequena, hidrate a gelatina em 3 colheres de sopa de água. Espere um minuto e depois leve ao microondas por 15 segundos ou ao banho maria até que ela fique completamente hidratada (ela deve ficar lisa e brilhante, sem pedacinhos).
Imediatamente, misture ao creme reservado, mexendo bem até incorporar. Misture o suco em pó e o restante da água. Mexa até que o creme esteja liso.
Retire os potinhos com o brigadeiro da geladeira e delicadamente coloque colheradas da musse de abacaxi no centro. O brigadeiro estará um pouco mole e subirá, ficando nas bordas e deixando a musse no centro.
Se desejar, coloque um pouco de chocolate grandulado sobre a musse.
Leve à geladeira por aproximadamente 3 horas.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Páscoa Feita em Casa I : Os Damascos Secretos
Quem acompanha o blog deve saber que eu tenho horror a duas coisas que costumam acompanhar datas festivas: multidões e lembrancinhas. A Páscoa é um pouco mais tranquila nesse aspecto do que o Natal, mas de qualquer forma ir a um hipermercado lotado pra comprar coelhinhos de chocolate de 100g a R$5,00 cada me deixa bastante estressada.
Sabendo disso, compro matéria-prima e faço meus presentes em casa. Com isso, eu caio em duas alternativas: ou gasto o mesmo e tenho produtos de qualidade superior ou gasto muito menos.
A Páscoa tem essa coisa boa: você pode fazer receitas elaboradas ou bem simples, mas desde que mantenha o chocolate como tema principal, vale tudo! Cupcakes, bombons, trufas... Um alternativa bem sofisticada, mas facílima de fazer, são esses damascos banhadas em chocolate. Pode ser feita com ameixas secas sem caroço também, embora o constraste visual não seja tão grande.
Perfeitas para quem tem pressa ou pouco habilidade em meio às panelas, o único trabalho que você vai ter é derreter o chocolate. Mergulhe os damascos e pronto! E você pode colocar em uma embalagem e dar de presente ou ainda servir como entrada no seu almoço de Páscoa ou de Sexta-Feira Santa.
Você pode dizer que damascos não são propriamente baratos, mas eles justificam o preço. E de qualquer foma, esse é um doce para adultos, para paladares um pouco mais sofisticados, para pessoas que ficarão felizes de ganharem uma pequena quantidade de algo muito bom. Não é indicado para crianças: para elas é mais indicado algo mais doce e maior. Portanto, você não precisa comprar um quilo de damascos: adquira uma quantidade pequena (você pode comprá-los no mercado público, onde são mais em conta e com maior qualidade) e acondicione em uma bela embalagem. Garanto sucesso total.
DAMASCOS SECRETOS
* Damascos Secos
* Chocolate meio amargo (aprox. 100g para cada 100g de damasco)
* Papel-manteiga (para a secagem do chocolate)
- Deixe os damascos na geladeira até a hora de usar.
- Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas.
- Coloque uma folha de papel-manteiga em uma superfície plana.
- Tire os damascos da geladeira. Mergulhe um por um no chocolate, cobrindo até a metade.
- Coloque sobre o papel manteiga, para que eles sequem um pouco. O papel impede que o chocolate grude.
- Faça a cobertura de chocolate em todos os damascos e está pronto.
- Mantenha na geladeira até a hora de servir ou deixe na geladeira por mais ou menos uma hora e coloque em embalagens próprias para presente (que de preferência devem ser mantidas também na geladeira, mesmo embrulhados, até a hora de serem presenteados).
Sabendo disso, compro matéria-prima e faço meus presentes em casa. Com isso, eu caio em duas alternativas: ou gasto o mesmo e tenho produtos de qualidade superior ou gasto muito menos.
A Páscoa tem essa coisa boa: você pode fazer receitas elaboradas ou bem simples, mas desde que mantenha o chocolate como tema principal, vale tudo! Cupcakes, bombons, trufas... Um alternativa bem sofisticada, mas facílima de fazer, são esses damascos banhadas em chocolate. Pode ser feita com ameixas secas sem caroço também, embora o constraste visual não seja tão grande.
Perfeitas para quem tem pressa ou pouco habilidade em meio às panelas, o único trabalho que você vai ter é derreter o chocolate. Mergulhe os damascos e pronto! E você pode colocar em uma embalagem e dar de presente ou ainda servir como entrada no seu almoço de Páscoa ou de Sexta-Feira Santa.
Você pode dizer que damascos não são propriamente baratos, mas eles justificam o preço. E de qualquer foma, esse é um doce para adultos, para paladares um pouco mais sofisticados, para pessoas que ficarão felizes de ganharem uma pequena quantidade de algo muito bom. Não é indicado para crianças: para elas é mais indicado algo mais doce e maior. Portanto, você não precisa comprar um quilo de damascos: adquira uma quantidade pequena (você pode comprá-los no mercado público, onde são mais em conta e com maior qualidade) e acondicione em uma bela embalagem. Garanto sucesso total.
DAMASCOS SECRETOS* Damascos Secos
* Chocolate meio amargo (aprox. 100g para cada 100g de damasco)
* Papel-manteiga (para a secagem do chocolate)
- Deixe os damascos na geladeira até a hora de usar.
- Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas.
- Coloque uma folha de papel-manteiga em uma superfície plana.
- Tire os damascos da geladeira. Mergulhe um por um no chocolate, cobrindo até a metade.
- Coloque sobre o papel manteiga, para que eles sequem um pouco. O papel impede que o chocolate grude.
- Faça a cobertura de chocolate em todos os damascos e está pronto.
- Mantenha na geladeira até a hora de servir ou deixe na geladeira por mais ou menos uma hora e coloque em embalagens próprias para presente (que de preferência devem ser mantidas também na geladeira, mesmo embrulhados, até a hora de serem presenteados).
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Um jogo ruim e uma criação boa
É primeiro de abril, mas vou quebrar a tradição e contarei uma história verdadeira, acompanhado de uma receita simples e gostosa.
Eu herdei duas características bem fortes da minha avó materna: o gosto pela cozinha e a paixão nervosa por futebol. Domingo, jogo da seleção, a família inteira na frente da TV e eu pressentindo que a partida não ia ser lá grandes coisas. Altitude, time sem Kaká, ai, ai, ai. De qualquer forma, munida do meu melhor espírito patriota, depositei minhas esperanças na nossa garra e dei um voto de confiança ao Brasil.
Logo nos primeiros minutos, nosso time só defendendo, e eu fiz a mesma coisa que a minha vó faz nessas horas: arrumei alguma coisa para fazer enquanto assisto o jogo. Desse jeito, parece que dói menos ver tantas bolas na nossa trave. Lá fui eu buscar meus livros de culinária, levá-los pra sala, e ficar folheando um a um, "pra ver se encontro algo gostoso que não me dei conta antes".
Na verdade, eu já estava doida para cozinhar e, além do mais, encafifada com alguns cacetinhos (conhecidos pelos de fora da Província como pães franceses) que haviam sido comprados no sábado e não tinham sido consumidos. Estava lá me remoendo por dentro com tantas faltas tomadas e cometidas quando vejo uma receita de mini-pizzas, belas e derretidas, numa daquelas fotos que só de ver já dá para imaginar o aroma de orégano. Aquela era minha solução perfeita: fugi para a cozinha.

Era bem a hora do intervalo e resolvi preparar meus quitutes. Fui inventando na hora, com as coisas que eu achei pela minha geladeira. Um pouco de molho, queijo, azeitonas... E como a inspiração era pizza, não poderia faltar um pouco de calor. Um tempinho no forno e já estava ótimo. Não dá mais trabalho do que fazer sanduíches básicos e, posso garantir, deixa qualquer um bem mais feliz.
Terminei a montagem rapidinho e voltei para a sala, para sofrer mais um pouco, com gol-e-empate. Ao término da partida, a travessa foi para o forno, a mesa foi posta e a conclusão foi unâneme: o jogo pode não ter sido tão bom, mas os sanduíches de forno bateram um bolão!
Aliás, você pode fazer essa receita ainda hoje, para comer enquanto vê Brasil x Peru, partida disputada no estádio do meu amado Sport Club Internacional e transmitida pela TV às 22h. E torcer para que nesse dia da mentira, o Brasil jogue futebol de verdade!
Falsa-pizza futebolística
* Pães franceses (ou quantos forem necessários para seu número de comensais)
* Presunto (1 a 2 fatias para cada pão)
* Queijo (1 a 2 fatias para cada pão)
* Molho de tomate a gosto (pode ser fresco ou estilo pomarola)
* Margarina (quanto baste para untar os pães)
* Azeitonas
* Orégano ou ervas finas secas
- Separe os pães em duas fatias. Passe manteiga em cada fatia. Reserve.
- Aqueça o molho de tomate em uma panelinha. Se necessário, tempere com sal e um sachê de caldo de carne em pó.
- Corte as fatias de presunto em tirinhas. Você pode passar o queijo pelo ralador, como eu fiz e expliquei nessa receita aqui, para deixá-lo ralado grosso, ou pode simplesmente cortar as fatias a meio.
- Pique as azeitonas em pedacinhos.
- Espalhe o molho sobre as fatias de pão, seguida pelas tirinhas de presunto, azeitonas picadas e fatias de queijo. Complete com o orégano ou as ervas finas a gosto.
- Leve ao forno médio-alto por aproximadamente 10 minutos ou até que o pão esteja com a casca levemente crocante.
Eu herdei duas características bem fortes da minha avó materna: o gosto pela cozinha e a paixão nervosa por futebol. Domingo, jogo da seleção, a família inteira na frente da TV e eu pressentindo que a partida não ia ser lá grandes coisas. Altitude, time sem Kaká, ai, ai, ai. De qualquer forma, munida do meu melhor espírito patriota, depositei minhas esperanças na nossa garra e dei um voto de confiança ao Brasil.
Logo nos primeiros minutos, nosso time só defendendo, e eu fiz a mesma coisa que a minha vó faz nessas horas: arrumei alguma coisa para fazer enquanto assisto o jogo. Desse jeito, parece que dói menos ver tantas bolas na nossa trave. Lá fui eu buscar meus livros de culinária, levá-los pra sala, e ficar folheando um a um, "pra ver se encontro algo gostoso que não me dei conta antes".
Na verdade, eu já estava doida para cozinhar e, além do mais, encafifada com alguns cacetinhos (conhecidos pelos de fora da Província como pães franceses) que haviam sido comprados no sábado e não tinham sido consumidos. Estava lá me remoendo por dentro com tantas faltas tomadas e cometidas quando vejo uma receita de mini-pizzas, belas e derretidas, numa daquelas fotos que só de ver já dá para imaginar o aroma de orégano. Aquela era minha solução perfeita: fugi para a cozinha.

Era bem a hora do intervalo e resolvi preparar meus quitutes. Fui inventando na hora, com as coisas que eu achei pela minha geladeira. Um pouco de molho, queijo, azeitonas... E como a inspiração era pizza, não poderia faltar um pouco de calor. Um tempinho no forno e já estava ótimo. Não dá mais trabalho do que fazer sanduíches básicos e, posso garantir, deixa qualquer um bem mais feliz.
Terminei a montagem rapidinho e voltei para a sala, para sofrer mais um pouco, com gol-e-empate. Ao término da partida, a travessa foi para o forno, a mesa foi posta e a conclusão foi unâneme: o jogo pode não ter sido tão bom, mas os sanduíches de forno bateram um bolão!
Aliás, você pode fazer essa receita ainda hoje, para comer enquanto vê Brasil x Peru, partida disputada no estádio do meu amado Sport Club Internacional e transmitida pela TV às 22h. E torcer para que nesse dia da mentira, o Brasil jogue futebol de verdade!
Falsa-pizza futebolística* Pães franceses (ou quantos forem necessários para seu número de comensais)
* Presunto (1 a 2 fatias para cada pão)
* Queijo (1 a 2 fatias para cada pão)
* Molho de tomate a gosto (pode ser fresco ou estilo pomarola)
* Margarina (quanto baste para untar os pães)
* Azeitonas
* Orégano ou ervas finas secas
- Separe os pães em duas fatias. Passe manteiga em cada fatia. Reserve.
- Aqueça o molho de tomate em uma panelinha. Se necessário, tempere com sal e um sachê de caldo de carne em pó.
- Corte as fatias de presunto em tirinhas. Você pode passar o queijo pelo ralador, como eu fiz e expliquei nessa receita aqui, para deixá-lo ralado grosso, ou pode simplesmente cortar as fatias a meio.
- Pique as azeitonas em pedacinhos.
- Espalhe o molho sobre as fatias de pão, seguida pelas tirinhas de presunto, azeitonas picadas e fatias de queijo. Complete com o orégano ou as ervas finas a gosto.
- Leve ao forno médio-alto por aproximadamente 10 minutos ou até que o pão esteja com a casca levemente crocante.
sexta-feira, 20 de março de 2009
"Só tem P, moça"
Sim, eu fiz uma dieta no início do ano. Depois de um 2008 corrido e de muitas guloseimas, o resultado estava bem visível na minha cintura. Cansada de entrar em lojas e ver vendedoras mal-resolvidas me olhando de cima a baixo antes de dizerem que não trabalhavam com o meu número, resolvi "tomar tento"e trocar de alimentação.
Na época da dieta, o blog entrou em um hiatus. Não estava achando muita graça em fotografar e postar pratos onde os legumes e verduras predominavam. Mas o tempo foi passando e, conforme 9 kg saíram do meu corpitcho (e as calças começaram a entrar de novo), adquiri alguns hábitos que eu pretendo não perder.
O primeiro: descobri o prazer dos restaurantes naturais. O meu preferido aqui em Porto Alegre é o Equilibrium, que fica no mercado da Redenção. Tem um ambiente amplo e colorido, um buffet lindo e super saboroso. É outra coisa montar um prato saudável com montes de opções de legumes e verduras fresquinhos à tua espera. Altamente recomendado mesmo para quem não está de dieta, afinal, o cardápio também conta com pratos não tão magrinhos, como os maravilhosos crepes de chocolate com nozes.
A minha segunda descoberta foi a de que saladas podem ser legais! Obviamente que não sair do básico mata qualquer um de tédio, mas sabendo variar, a salada pode tranquilamente virar uma refeição principal, bonita e colorida. E o melhor de tudo: é simples de adaptar e pode se transformar em um ótimo exercício de criatividade.

Essa salada foi uma invencionice que tentou agregar tudo que é necessário em uma refeição: vitaminas, proteínas e carboidratos. Você pode fazê-la ipsis literis, ou pode adaptá-la como preferir.
Os amigos podem ficar despreocupados que não me transformei em uma ex-gorda. Sempre existirá uma simpática gordinha yeah-yeah dentro de mim. Mas tem horas que a gente tem que decidir se gosta mais de chocolate ou de entrar nas suas roupas - mesmo que temporariamente. E tentar fazer a travessia sem perder o humor, nem o sabor.

Salada Bem Humorada
Eu não lembro com certeza das quantidades, por que fiz tudo "de olho". E de qualquer forma, uma boa salada se faz com criatividade e bom senso. Portanto, vou colocar somente o que utilizei e a quantidade fica por conta de vocês. Essa é uma refeição completa, que fica perfeita se acompanhada de um belo suco.
Alface americana
Cenoura
Azeitonas
Ervilhas
Milho
Ovos
Presunto magro
Pão integral
Azeite de oliva
Ervas finas
Sal
* Lave bem a alface e corte-a em pedaços médios. Rale a cenoura e corte as azeitonas. Reserve.
* Corte o pão integral em quadradinhos e leve-o ao forno médio por aproximadamente 15 minutos. Assim você terá croutons integrais.
* Corte o presunto magro em tirinhas finas e não muito compridas.
* Bata os ovos com um pouquinho de sal. Coloque em uma frigideira anti-aderente sem óleo (ou com o mínimo que você conseguir) e vá mexendo enquanto eles cozinham. Isso fará com que você consiga ovos em floquinhos.
* Coloque em uma tigela funda bem bonita a alface, a cenoura, as azeitonas, o milho, a ervilha e o presunto. Misture-os levemente, adicione um pouco de sal e de azeite de oliva.
* Coloque os ovos em floquinhos e os croutons e misture um pouquinho mais. Adicione as ervas finas a gosto e voilá.
Na época da dieta, o blog entrou em um hiatus. Não estava achando muita graça em fotografar e postar pratos onde os legumes e verduras predominavam. Mas o tempo foi passando e, conforme 9 kg saíram do meu corpitcho (e as calças começaram a entrar de novo), adquiri alguns hábitos que eu pretendo não perder.
O primeiro: descobri o prazer dos restaurantes naturais. O meu preferido aqui em Porto Alegre é o Equilibrium, que fica no mercado da Redenção. Tem um ambiente amplo e colorido, um buffet lindo e super saboroso. É outra coisa montar um prato saudável com montes de opções de legumes e verduras fresquinhos à tua espera. Altamente recomendado mesmo para quem não está de dieta, afinal, o cardápio também conta com pratos não tão magrinhos, como os maravilhosos crepes de chocolate com nozes.
A minha segunda descoberta foi a de que saladas podem ser legais! Obviamente que não sair do básico mata qualquer um de tédio, mas sabendo variar, a salada pode tranquilamente virar uma refeição principal, bonita e colorida. E o melhor de tudo: é simples de adaptar e pode se transformar em um ótimo exercício de criatividade.

Essa salada foi uma invencionice que tentou agregar tudo que é necessário em uma refeição: vitaminas, proteínas e carboidratos. Você pode fazê-la ipsis literis, ou pode adaptá-la como preferir.
Os amigos podem ficar despreocupados que não me transformei em uma ex-gorda. Sempre existirá uma simpática gordinha yeah-yeah dentro de mim. Mas tem horas que a gente tem que decidir se gosta mais de chocolate ou de entrar nas suas roupas - mesmo que temporariamente. E tentar fazer a travessia sem perder o humor, nem o sabor.

Salada Bem Humorada
Eu não lembro com certeza das quantidades, por que fiz tudo "de olho". E de qualquer forma, uma boa salada se faz com criatividade e bom senso. Portanto, vou colocar somente o que utilizei e a quantidade fica por conta de vocês. Essa é uma refeição completa, que fica perfeita se acompanhada de um belo suco.
Alface americana
Cenoura
Azeitonas
Ervilhas
Milho
Ovos
Presunto magro
Pão integral
Azeite de oliva
Ervas finas
Sal
* Lave bem a alface e corte-a em pedaços médios. Rale a cenoura e corte as azeitonas. Reserve.
* Corte o pão integral em quadradinhos e leve-o ao forno médio por aproximadamente 15 minutos. Assim você terá croutons integrais.
* Corte o presunto magro em tirinhas finas e não muito compridas.
* Bata os ovos com um pouquinho de sal. Coloque em uma frigideira anti-aderente sem óleo (ou com o mínimo que você conseguir) e vá mexendo enquanto eles cozinham. Isso fará com que você consiga ovos em floquinhos.
* Coloque em uma tigela funda bem bonita a alface, a cenoura, as azeitonas, o milho, a ervilha e o presunto. Misture-os levemente, adicione um pouco de sal e de azeite de oliva.
* Coloque os ovos em floquinhos e os croutons e misture um pouquinho mais. Adicione as ervas finas a gosto e voilá.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Doces e danças de Carnaval
Sábado de Carnaval em Porto Alegre. Ruas vazias, um calor insuportável e muita preguiça. Dia perfeito para um churrasco. Meus pais foram passar uma semana de férias em Recife-Porto de Galinhas-Maragogi e trouxeram camisetas de presente para os que ficaram aqui na província. Juntando isso à festa do Rei Momo, a temática do churrasco estava decidida: a Festa da Camiseta!
Meu pai é um ótimo assador e nossos churrascos geralmente funcionam de uma forma diferente da tradicional: ao invés de cada um ficar sentadinho com seu prato, temos uma bancada e mesinhas de centro na sacada, onde colocamos bandejas de madeira onde a carne vai sendo devidamente "baixada" e cortada em pedacinhos. Praticamente um entrevero gaudério!
Obviamente que dessa forma acabamos comendo mais do que se fôssemos bem comportados, mas também nos divertimos muito mais. Mas mesmo assim tem que haver uma sobremesa para arrematar tudo com chave de ouro. Algo que não pese muito no estômago e que agrade aos mais diversos paladares.
Chocolate é um sabor universal, uma forma segura de não errar. Entretanto, em um dia de calor, simplesmente não combina uma sobremesa fudge, portanto nada de torta ou ganaches. A solução simples, prática e muito gostosa é uma musse. Essa tem uma textura sedosa e um toque cítrico, com raspas de laranja, que dão um toque levemente tropical, que combinou perfeitamente com o clima de folia.
Perdoem as fotos dessa postagem. Lembrei de tirá-las quase na hora em que seriam devoradas, depois de muito churrasco, muita marchinha antiga, Cadê Xoxó e Dança do Quadrado (dancei feliz da vida com a minha vó, que é a maior pé de valsa e já decorou o refrão "ado-a-a-do, cada um no seu quadrado") e *alguma* cerveja. De qualquer forma, consegui fazer a cobertura fotográfica bem a tempo!
Musse é um doce bem simples de fazer, que não causa muita baderna nem sujeira na sua cozinha, porém, há de se prestar atenção em alguns detalhes. Os ovos utilizados devem ser da melhor qualidade, afinal, eles serão consumidos crus. Sim, as musses que você comeu a vida inteira levam ovos crus. As merengadas também. Não tem por que ficar ressabiado: é só prestar atenção na data de validade e conservar os ovos bem refrigerados e, claro, comprar de fornecedores seguros. Esse é um doce que deve ser levado à geladeira para tomar consistência e, de qualquer forma, ele continua bem cremoso. Faça-o pelo menos 4 horas antes de ser servido e coloque-o em potinhos individuais - se usar um único pote grande, há o risco de ficar muito mole.
De resto, é só decorar bonitinho (afinal, é uma musse de Carnaval e como tal, deve ser enfeitada) e partir pra folia gastronômica!

Musse Carnavalesca
* 6 ovos
* 12 colheres de sopa de açúcar
* 300g de creme de leite
* 250g de chocolate
* 1 colher de sopa de licor de chocolate (ou de amaretto, ou rum)
* raspas de laranja a gosto (aproximadamente 1/2 laranja passada no legumex)
Bata as gemas e o açúcar até obter uma mistura clara e fofa.
Acrescente o creme de leite e misture bem.
Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas, deixe esfriar um pouquinho e junte à mistura de ovos com creme. Acrescente o licor e as raspas.
Bata as claras em neves, adicione ao creme e misture delicadamente.
Divida a musse em potinho individuais e leve à geladeira por aproximadamente 4 horas.
Meu pai é um ótimo assador e nossos churrascos geralmente funcionam de uma forma diferente da tradicional: ao invés de cada um ficar sentadinho com seu prato, temos uma bancada e mesinhas de centro na sacada, onde colocamos bandejas de madeira onde a carne vai sendo devidamente "baixada" e cortada em pedacinhos. Praticamente um entrevero gaudério!
Obviamente que dessa forma acabamos comendo mais do que se fôssemos bem comportados, mas também nos divertimos muito mais. Mas mesmo assim tem que haver uma sobremesa para arrematar tudo com chave de ouro. Algo que não pese muito no estômago e que agrade aos mais diversos paladares.
Chocolate é um sabor universal, uma forma segura de não errar. Entretanto, em um dia de calor, simplesmente não combina uma sobremesa fudge, portanto nada de torta ou ganaches. A solução simples, prática e muito gostosa é uma musse. Essa tem uma textura sedosa e um toque cítrico, com raspas de laranja, que dão um toque levemente tropical, que combinou perfeitamente com o clima de folia.
Perdoem as fotos dessa postagem. Lembrei de tirá-las quase na hora em que seriam devoradas, depois de muito churrasco, muita marchinha antiga, Cadê Xoxó e Dança do Quadrado (dancei feliz da vida com a minha vó, que é a maior pé de valsa e já decorou o refrão "ado-a-a-do, cada um no seu quadrado") e *alguma* cerveja. De qualquer forma, consegui fazer a cobertura fotográfica bem a tempo!Musse é um doce bem simples de fazer, que não causa muita baderna nem sujeira na sua cozinha, porém, há de se prestar atenção em alguns detalhes. Os ovos utilizados devem ser da melhor qualidade, afinal, eles serão consumidos crus. Sim, as musses que você comeu a vida inteira levam ovos crus. As merengadas também. Não tem por que ficar ressabiado: é só prestar atenção na data de validade e conservar os ovos bem refrigerados e, claro, comprar de fornecedores seguros. Esse é um doce que deve ser levado à geladeira para tomar consistência e, de qualquer forma, ele continua bem cremoso. Faça-o pelo menos 4 horas antes de ser servido e coloque-o em potinhos individuais - se usar um único pote grande, há o risco de ficar muito mole.
De resto, é só decorar bonitinho (afinal, é uma musse de Carnaval e como tal, deve ser enfeitada) e partir pra folia gastronômica!

Musse Carnavalesca
* 6 ovos
* 12 colheres de sopa de açúcar
* 300g de creme de leite
* 250g de chocolate
* 1 colher de sopa de licor de chocolate (ou de amaretto, ou rum)
* raspas de laranja a gosto (aproximadamente 1/2 laranja passada no legumex)
Bata as gemas e o açúcar até obter uma mistura clara e fofa.
Acrescente o creme de leite e misture bem.
Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas, deixe esfriar um pouquinho e junte à mistura de ovos com creme. Acrescente o licor e as raspas.
Bata as claras em neves, adicione ao creme e misture delicadamente.
Divida a musse em potinho individuais e leve à geladeira por aproximadamente 4 horas.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Um sabor do fundo da memória
Um dos refrigerantes mais memoráveis que eu já provei foi a Cherry Coke. Uma Coca-Cola com aroma e gosto de cereja!
Todas as pessoas que já experimentaram adoram e pelo jeito os Rolling Stones também gostam, afinal, em You Can't Always Get What You Want eles cantam "We decided that we would have a soda/ My favorite flavor, cherry red" (bom, pelo menos é isso que a minha mente inocente entende).
Eu nunca entendi por que parou de ser vendida do Brasil. Será que era muito doce? Será que só agradava ao paladar infantil e, crianças que éramos na época, hoje não gostaríamos tanto?
O fato é que dei pulinhos de alegria ao ver em uma revistinha de receitas (daquelas que se vende em banca de jornal, bem baratinhas) uma que poderia me fazer reviver o sabor já esquecido em um canto da memória: uma gelatina de Coca-Cola!
Adaptei um pouquinho e acabei com uma receita super prática e rápida, que não dá mais trabalho do que preparar uma gelatina normal, mas que resgata um pouquinho daquele sabor perdido, daquela inocência e daquele colorido de início dos anos 90.
Você pode fazer o doce com as versões normais ou light da gelatina e do refrigerante. E ainda pode aproveitar aquele pouquinho de Coca que sobrou na garrafa e já está um tantinho sem gás (Nerd na Cozinha também é economia).
Talvez não seja exatamente a mesma coisa que beber Cherry Coke, mas já garantiu um dia muito mais feliz. Agora só falta colocar minhas polainas e dançar Menudos pro clima retrô infânca ficar completo.

GELATINA DE CHERRY COKE
1 pacote de gelatina em pó sabor cereja
250ml de água fervente
250ml de Coca Cola
cerejas em calda para decorar (opcional)
Dissolva a gelatina na água fervente, mexa até que fique homegêneo.
Complete com a Coca Cola e mexa mais um pouco.
Distribua em tacinhas e coloque na geladeira até que endureça (aproximadamente 3 horas).
Depois de firme, se quiser, coloque cerejas em calda para decorar.
Todas as pessoas que já experimentaram adoram e pelo jeito os Rolling Stones também gostam, afinal, em You Can't Always Get What You Want eles cantam "We decided that we would have a soda/ My favorite flavor, cherry red" (bom, pelo menos é isso que a minha mente inocente entende).
Eu nunca entendi por que parou de ser vendida do Brasil. Será que era muito doce? Será que só agradava ao paladar infantil e, crianças que éramos na época, hoje não gostaríamos tanto?
O fato é que dei pulinhos de alegria ao ver em uma revistinha de receitas (daquelas que se vende em banca de jornal, bem baratinhas) uma que poderia me fazer reviver o sabor já esquecido em um canto da memória: uma gelatina de Coca-Cola!
Adaptei um pouquinho e acabei com uma receita super prática e rápida, que não dá mais trabalho do que preparar uma gelatina normal, mas que resgata um pouquinho daquele sabor perdido, daquela inocência e daquele colorido de início dos anos 90.Você pode fazer o doce com as versões normais ou light da gelatina e do refrigerante. E ainda pode aproveitar aquele pouquinho de Coca que sobrou na garrafa e já está um tantinho sem gás (Nerd na Cozinha também é economia).
Talvez não seja exatamente a mesma coisa que beber Cherry Coke, mas já garantiu um dia muito mais feliz. Agora só falta colocar minhas polainas e dançar Menudos pro clima retrô infânca ficar completo.

GELATINA DE CHERRY COKE
1 pacote de gelatina em pó sabor cereja
250ml de água fervente
250ml de Coca Cola
cerejas em calda para decorar (opcional)
Dissolva a gelatina na água fervente, mexa até que fique homegêneo.
Complete com a Coca Cola e mexa mais um pouco.
Distribua em tacinhas e coloque na geladeira até que endureça (aproximadamente 3 horas).
Depois de firme, se quiser, coloque cerejas em calda para decorar.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Variações sobre o tema
Culinária rápida, saborosa, fácil e que permite variações.

Essa bela, cintilante e quase fluorescente mousse de morango aí da foto nada mais é que a Mousse de Abacaxi que eu já postei aqui, com outro saber de gelatina e de suquinho em pó.
Ás vezes o cansaço vence, a criatividade pára e tudo que voce tem que fazer pra parecer que criou uma receita inédita é trocar alguns ingredientes.
Ou em Orientação a Objetos:
MousseObject mousseObject = (MousseObject) mousseMorangoObject;
Um cast de uma classe pra outra e temos um prato novo.
Voilá.

Essa bela, cintilante e quase fluorescente mousse de morango aí da foto nada mais é que a Mousse de Abacaxi que eu já postei aqui, com outro saber de gelatina e de suquinho em pó.
Ás vezes o cansaço vence, a criatividade pára e tudo que voce tem que fazer pra parecer que criou uma receita inédita é trocar alguns ingredientes.
Ou em Orientação a Objetos:
MousseObject mousseObject = (MousseObject) mousseMorangoObject;
Um cast de uma classe pra outra e temos um prato novo.
Voilá.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Um aniversariante trekker e seus bolinhos de caneca
Hoje é aniversário do meu namorado. Hip hip, hurra! Ele é um fofo, carinhoso, Trekker, fã de Monty Python e Woody Allen. Tem o abraço mais quentinho do universo, usa Firefox, escuta jazz (mas também adora Kiss), vê Pushing Daisies comigo. Entende que eu estou estudando muito, me dá força, vê o lado positivo de tudo, adora comer os meus quitutes e me ajudar na cozinha.
Enfim, ele é uma pessoa altamente apaixonável. Praticamente um ewok. Mas não é chegado em bolo.
Pra mim, aniversário precisa de um bolinho. Senão, não tem graça. Por isso, passei a tarde inteira de ontem lamentando que ele não ia ter bolo de aniversário. Não interessa comemorar em restaurante, dia do aniversário tem que ter bolo-guaraná-muito-doce-pra-você. "Mas Dea, eu não sou muito de bolo", dizia meu amor, em meio a todo os DVD's maravilhosos da Livraria Cultura (eu sou uma desnaturada e levei ele junto pra escolher o presente de aniversário, já que eu não consegui decidir o que comprar; mas ele fez isso comigo no meu, então eu estou perdoada).
Depois das comprinhas dos presentes e de um lanche tenebroso no Bob's (hambúrguer seco, cheddar sem gosto - mil vezes os lanches que eu faço em casa, com ingredientes frescos e lotados de molho de tomate caseiro), fomos para a minha casa, ficar preguiceando na frente da TV. Depois de American Dad especial Star Wars, Achmed no You Tube e resultados do futebol na Sport TV, eu tive uma epifania. BOLO DE CANECA. Simples, rápido, fácil, pequeno, sem baderna e feito no microondas.

Ok, ontem foi véspera do aniversário dele, mas o momento bolo representava hoje. Esse bolinho na caneca (huuuum, seria esse um mugcake?) é uma porção individual e representa a máxima da comida de nerds: coloque no microondas e tire algo pronto lá de dentro. E o melhor: algo gostoso, fofinho e perfumado, não aquelas lasanhas congeladas com gosto de nada.
Eu tinha uma receita para 4 bolinhos de caneca (encontrada em uma revistinha de receitas, daquelas bem populares), então reduzi para produzir apenas dois bolinhos. Não sei se minhas canecas eram muito grandes, mas no final das contas os bolinhos ficaram do tamanho de meia caneca cada um. Então, a receita rende dois bolinhos de meia caneca ou um de caneca inteira.
Como ele não é assado lentamente no forno convencional, achei melhor colocar um pouquinho de leite condensado por cima pra deixá-lo mais molhadinho. Claro, você também pode fazer uma calda de chocolate, mas a praticidade me fez optar pelo leite condensado, colocado sobre o bolo ainda bem quentinho. Também pode comer direto da caneca, mas a ocasião pedia pratinhos e garfinhos coloridos.
Meu querido aniversariante não chegado em bolo adorou a surpresinha, o tamanho meigo e a cara mimosa com que eles ficaram. E o sabor e textura também foram 100% aprovados.
MUGCAKES DE ANIVERSÁRIO
Mug significa caneca, então fiz um trocadilho com cupcake.
* 1 ovo
* 1 e 1/2 colheres de sopa margarina
* 1 e 1/2 colheres de sopa leite
* 1/4 de xícara de açúcar
* 1/2 xícara de farinha
* 1 e 1/3 colher achocolatado em pó
* 1 colher de chá de fermento
* Pra decorar: leite condensado, chocolate granulado, geléia
- Misture a manteiga com o açúcar até formar um creme leve e fofo.
- Adicione o ovo e o leite e mexa.
- Adicione a farinha, aos poucos, mexendo sempre.
- Adicione o achocolatado, misture.
- Coloque o fermento e incorpore delicamente.
- Coloque metade em cada caneca (ou em uma, pra ter um bolo maior) e leve uma de cada vez ao microondas em potência média, por 3 minutos.
- Se quiser, desenforme, coloque leite condensado e decore com geléia e chocolate granulado.
Enfim, ele é uma pessoa altamente apaixonável. Praticamente um ewok. Mas não é chegado em bolo.
Pra mim, aniversário precisa de um bolinho. Senão, não tem graça. Por isso, passei a tarde inteira de ontem lamentando que ele não ia ter bolo de aniversário. Não interessa comemorar em restaurante, dia do aniversário tem que ter bolo-guaraná-muito-doce-pra-você. "Mas Dea, eu não sou muito de bolo", dizia meu amor, em meio a todo os DVD's maravilhosos da Livraria Cultura (eu sou uma desnaturada e levei ele junto pra escolher o presente de aniversário, já que eu não consegui decidir o que comprar; mas ele fez isso comigo no meu, então eu estou perdoada).
Depois das comprinhas dos presentes e de um lanche tenebroso no Bob's (hambúrguer seco, cheddar sem gosto - mil vezes os lanches que eu faço em casa, com ingredientes frescos e lotados de molho de tomate caseiro), fomos para a minha casa, ficar preguiceando na frente da TV. Depois de American Dad especial Star Wars, Achmed no You Tube e resultados do futebol na Sport TV, eu tive uma epifania. BOLO DE CANECA. Simples, rápido, fácil, pequeno, sem baderna e feito no microondas.

Ok, ontem foi véspera do aniversário dele, mas o momento bolo representava hoje. Esse bolinho na caneca (huuuum, seria esse um mugcake?) é uma porção individual e representa a máxima da comida de nerds: coloque no microondas e tire algo pronto lá de dentro. E o melhor: algo gostoso, fofinho e perfumado, não aquelas lasanhas congeladas com gosto de nada.
Eu tinha uma receita para 4 bolinhos de caneca (encontrada em uma revistinha de receitas, daquelas bem populares), então reduzi para produzir apenas dois bolinhos. Não sei se minhas canecas eram muito grandes, mas no final das contas os bolinhos ficaram do tamanho de meia caneca cada um. Então, a receita rende dois bolinhos de meia caneca ou um de caneca inteira.Como ele não é assado lentamente no forno convencional, achei melhor colocar um pouquinho de leite condensado por cima pra deixá-lo mais molhadinho. Claro, você também pode fazer uma calda de chocolate, mas a praticidade me fez optar pelo leite condensado, colocado sobre o bolo ainda bem quentinho. Também pode comer direto da caneca, mas a ocasião pedia pratinhos e garfinhos coloridos.
Meu querido aniversariante não chegado em bolo adorou a surpresinha, o tamanho meigo e a cara mimosa com que eles ficaram. E o sabor e textura também foram 100% aprovados.
MUGCAKES DE ANIVERSÁRIO
Mug significa caneca, então fiz um trocadilho com cupcake.
* 1 ovo
* 1 e 1/2 colheres de sopa margarina
* 1 e 1/2 colheres de sopa leite
* 1/4 de xícara de açúcar
* 1/2 xícara de farinha
* 1 e 1/3 colher achocolatado em pó
* 1 colher de chá de fermento
* Pra decorar: leite condensado, chocolate granulado, geléia
- Misture a manteiga com o açúcar até formar um creme leve e fofo.
- Adicione o ovo e o leite e mexa.
- Adicione a farinha, aos poucos, mexendo sempre.
- Adicione o achocolatado, misture.
- Coloque o fermento e incorpore delicamente.
- Coloque metade em cada caneca (ou em uma, pra ter um bolo maior) e leve uma de cada vez ao microondas em potência média, por 3 minutos.
- Se quiser, desenforme, coloque leite condensado e decore com geléia e chocolate granulado.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Ingredientes certos para uma tarde ensolarada
Vocês lembram daquela receita que eu fiz que era pra ser uma mousse e virou um molho? E lembram que eu bati o creme de leite de caixinha por 10 minutos e ele não tomava consistência?
Pois outro dia eu estava no supermercado quando vejo uns potinhos perto do requeijão, onde dizia Creme de Leite Fresco (Nata). Ah-ha! Não deixei escapar e, como estava em promoção, me empolguei e levei logo dois, pensando que se algo desse errado, o máximo que iria acontecer seria usá-los no lugar de creme de leite de caixinha. Sim, eu sei, eu não aprendo lições, eu sempre acho que dá pra ter mais uma aplicação, que dá pra substituir, que é possível trocar um ingrediente por outro similar. Deve ser minha cabeça enraizada em reuso de funções que me faz tão teimosa.
Não estava disposta a tentar de novo a receita da Nigella, que eu desastradamente acabei por transformar em outro doce. É muito achocolatada, eu não estava no clima, não tinha comprado nem suspiros nem marshmallows e a Silvinha, do Food Talk, comentou que a fez não gostou. Lembrando que eu tinha montes de sobrinhas de frutas na geladeira, tendo aquele belíssimo creme de leite fresco na mão e o dia estando quente, minha mente arquitetou o plano óbvio: salada de frutas para o lanche da tarde! Eu desconfiava que o creme de leite fresco batido ficaria lindamente firme, mas ainda assim fofo, como aquele chantilly meio amareladinho que se come na Bomba Royal da maravilhosa Banca 40 do Mercado Público de Porto Alegre.
E não deu outra. Bati com o mixer, com a pazinha em forma de fouet, por meros dois minutos. A consistência ficou exatamente como eu havia imaginado, linda, cremosa.

Para a salada de frutas, simplesmente peguei todas as que achei lá em casa, cortei-as e coloquei em diversos potinhos. Preparei dois suquinhos, desses estilo Clight (está linkado para o site da Clight Argentina, por que o Clight.com.br direciona para o site da Trakinas! Isso não pode ser de propósito, então alguém hakeou o site pra sacanear as pessoas de dieta), um de sabor guaraná e outro de laranja. O chantilly ficou também em um belo potinho, esperando para ser servido.

Deixei assim, pra cada um colocar a quantidade que quisesse de cada fruta, escolhesse o sabor do suco que prefere e montasse sua porção. Reservei quatros belos morangos, deixando-os inteiros, para colocar sobre o chantilly e dar aquele efeito bonito. Comemos alegremente, na sacada, aproveitando o solzinho de início de primavera e conversando deliciosas amenidades.

SALADA DE FRUTAS ENSOLARADA
CHANTILLY
* 1 pote de creme de leite fresco (300 ml)
* 2~3 colheres de sopa de açúcar baunilhado
* canela e noz moscada a gosto
Bater o creme de leite com os outros ingredientes até que esteja firme. Os temperos são opcionais, e você pode trocar o açúcar baunilhado por açúcar + essência de baunilha. Esse Chantilly é absolutamente melhor que o comprado pronto, você pode fazê-lo na consistência e doçura que achar melhor e ainda por cima custa bem mais barato.
SALADA DE FRUTAS
* frutas diversas, picadinhas (eu usei morango, laranja, nectarina e maçã)
* suco (pode ser de pacotinho ou de caixinha)
* chantilly
- Coloque as frutas numa taça, alternando as camadas.
- Misture um pouqinho, com delicadeza.
- Coloque o suco até que cubra quase totalmente as frutas. Não coloque até a borda da taça, por que pode trnasbordar ao colocar o Chantilly.
- Coloque uma colher de chantilly e acomode um morango inteiro em cima.
Pois outro dia eu estava no supermercado quando vejo uns potinhos perto do requeijão, onde dizia Creme de Leite Fresco (Nata). Ah-ha! Não deixei escapar e, como estava em promoção, me empolguei e levei logo dois, pensando que se algo desse errado, o máximo que iria acontecer seria usá-los no lugar de creme de leite de caixinha. Sim, eu sei, eu não aprendo lições, eu sempre acho que dá pra ter mais uma aplicação, que dá pra substituir, que é possível trocar um ingrediente por outro similar. Deve ser minha cabeça enraizada em reuso de funções que me faz tão teimosa.
Não estava disposta a tentar de novo a receita da Nigella, que eu desastradamente acabei por transformar em outro doce. É muito achocolatada, eu não estava no clima, não tinha comprado nem suspiros nem marshmallows e a Silvinha, do Food Talk, comentou que a fez não gostou. Lembrando que eu tinha montes de sobrinhas de frutas na geladeira, tendo aquele belíssimo creme de leite fresco na mão e o dia estando quente, minha mente arquitetou o plano óbvio: salada de frutas para o lanche da tarde! Eu desconfiava que o creme de leite fresco batido ficaria lindamente firme, mas ainda assim fofo, como aquele chantilly meio amareladinho que se come na Bomba Royal da maravilhosa Banca 40 do Mercado Público de Porto Alegre.
E não deu outra. Bati com o mixer, com a pazinha em forma de fouet, por meros dois minutos. A consistência ficou exatamente como eu havia imaginado, linda, cremosa.

Para a salada de frutas, simplesmente peguei todas as que achei lá em casa, cortei-as e coloquei em diversos potinhos. Preparei dois suquinhos, desses estilo Clight (está linkado para o site da Clight Argentina, por que o Clight.com.br direciona para o site da Trakinas! Isso não pode ser de propósito, então alguém hakeou o site pra sacanear as pessoas de dieta), um de sabor guaraná e outro de laranja. O chantilly ficou também em um belo potinho, esperando para ser servido.

Deixei assim, pra cada um colocar a quantidade que quisesse de cada fruta, escolhesse o sabor do suco que prefere e montasse sua porção. Reservei quatros belos morangos, deixando-os inteiros, para colocar sobre o chantilly e dar aquele efeito bonito. Comemos alegremente, na sacada, aproveitando o solzinho de início de primavera e conversando deliciosas amenidades.

SALADA DE FRUTAS ENSOLARADA
CHANTILLY
* 1 pote de creme de leite fresco (300 ml)
* 2~3 colheres de sopa de açúcar baunilhado
* canela e noz moscada a gosto
Bater o creme de leite com os outros ingredientes até que esteja firme. Os temperos são opcionais, e você pode trocar o açúcar baunilhado por açúcar + essência de baunilha. Esse Chantilly é absolutamente melhor que o comprado pronto, você pode fazê-lo na consistência e doçura que achar melhor e ainda por cima custa bem mais barato.
SALADA DE FRUTAS
* frutas diversas, picadinhas (eu usei morango, laranja, nectarina e maçã)
* suco (pode ser de pacotinho ou de caixinha)
* chantilly
- Coloque as frutas numa taça, alternando as camadas.
- Misture um pouqinho, com delicadeza.
- Coloque o suco até que cubra quase totalmente as frutas. Não coloque até a borda da taça, por que pode trnasbordar ao colocar o Chantilly.
- Coloque uma colher de chantilly e acomode um morango inteiro em cima.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Receitas em doses homeopáticas
Vou contar um segredo: eu não posto todas as minhas receitas de uma única vez. Existem dias em que eu cozinho bastante, mas mesmo assim cada post terá somente uma receita.
Isso acontece basicamente por dois motivos: organização, pra cada receita ter seus próprios marcadores, e por que não quero correr o risco de ficar sem ter o que postar. Principalmente por que a partir de hoje, além de estudante de Computação e estagiária, sou uma candidata-estudante-de-cursinho-para-concurso-público. Ou seja, meu tempo pra cozinhar está indo para o beleléu.
Antes que alguém diga que isso é desculpa esfarrapada, eu explico que minha falta de tempo pra cozinhar significa sair de casa às 7h30min e retornar às 22h45min. Nada a ver com aquelas pessoas que, pra não assumir que não gostam das panelas, dizem que não tem tempo, mas que zapeaiam na TV sem ver nada de útil ou lêem revistas de fofoca no seu dito escasso tempo livre. Todos têm o direito de não gostar de alguma coisa, mas sempre acreditei que é melhor assumir do que tentar um engodo.
Provavelmente nos finais de semana vou tirar a minha desforra e fazer logo umas duas ou três receitas diferentes, mas vou postando-as ao longo da semana. Até por que, na minha opinião, é muito chato ter somente um post por semana, ainda que longo. Prefiro contar detalhes da "historinha" que envolve cada receita, colocar minhas impressões e dedicar o texto integralmente ao prato que eu fiz naquela hora. Por isso, existem receitas até bem antiguinhas, devidamente fotografadas, que vocês verão por aqui nesses dias corridos.
Claro que o blog não é um caderninho de receitas. A proposta dele é trazer uma ligação entre o mundo dos nerds e da culinária, seja com receitas práticas, do tipo corta-mistura-forno-pronto, seja com curiosidades e impressões sobre a vida, o universo e tudo mais. Sempre haverão assuntos interessantes a serem comentados, produtos novos experimentados, getgats culinários pra facilitar a nossa vida (ou só pra nos deixar pensando "como eu queria ter um desses"), e tudo isso é assunto pra um blog intitulado Nerd na Cozinha.
Bom, mas chega de enrolação, que a essas alturas vocês não querem saber se a receita é nova ou antiga, desde que seja boa. E prática, de preferência. Então, selecionei uma que fiz no final de semana, mais uma das tantas receitas melequentas e maravilhosamente rápidas que fazem a alegria do meu pai.

Pra vocês terem noção, essa receita ficou tão boa que não deu tempo de fotografá-la inteira! Quando cheguei na mesa com a câmera em punho, todo mundo já havia se servido e estavam fazendo coro de como tinha ficado gostoso. E olha que eu devo ter demorado uns 15 minutos fazendo o doce. Ainda bem que eu tinha reservado um potinho, o que salvou a minha foto!
Os dias mais quentes (que já foram embora de novo, por sinal) me deixam com uma vontade incrível de fazer sobremesas com gostinho de frutas, com sabor mais leve. Claro que isso soa como desculpa de gordinha, a mesmíssima desculpa esfarrapada do pessoal que come laranja com a feijoada e diz que não engorda, por que a laranja é saudável. Não estou me enganando e nem tentando enganar ninguém: o leite condensado que a mousse pede é aquele poço de calorias já conhecido, o creme de leite também. Por isso, maneire no almoço da semana inteira, caminhe, jogue Nintendo Wii, Dance Dance Revolution (que por sinal tem um ótimo simulador gratuito pra PC e você pode encontrar o tapetinho com entrada USB) etcétera e tal. E assim (só assim), permita-se esse prazer.

MOUSSE DE ABACAXI PARA ONTEM
* 1 pacote de gelatina de abacaxi
* 1 caixinha de creme de leite
* 1 caixinha de leite condensado
* 1 xícara de água quente
* 1 xícara de suco de abacaxi (pode ser 1 pacotinho de suco diluído em 1 xícara de água ou o suco de verdade)
Dissolva a gelatina na água quente. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Coloque em potinhos ou numa tigela grande e deixe na geladeira pelos menos umas 4 horas ou no congelador por mais ou menos uma hora, até que tome consistência.
Simples assim.
Isso acontece basicamente por dois motivos: organização, pra cada receita ter seus próprios marcadores, e por que não quero correr o risco de ficar sem ter o que postar. Principalmente por que a partir de hoje, além de estudante de Computação e estagiária, sou uma candidata-estudante-de-cursinho-para-concurso-público. Ou seja, meu tempo pra cozinhar está indo para o beleléu.
Antes que alguém diga que isso é desculpa esfarrapada, eu explico que minha falta de tempo pra cozinhar significa sair de casa às 7h30min e retornar às 22h45min. Nada a ver com aquelas pessoas que, pra não assumir que não gostam das panelas, dizem que não tem tempo, mas que zapeaiam na TV sem ver nada de útil ou lêem revistas de fofoca no seu dito escasso tempo livre. Todos têm o direito de não gostar de alguma coisa, mas sempre acreditei que é melhor assumir do que tentar um engodo.
Provavelmente nos finais de semana vou tirar a minha desforra e fazer logo umas duas ou três receitas diferentes, mas vou postando-as ao longo da semana. Até por que, na minha opinião, é muito chato ter somente um post por semana, ainda que longo. Prefiro contar detalhes da "historinha" que envolve cada receita, colocar minhas impressões e dedicar o texto integralmente ao prato que eu fiz naquela hora. Por isso, existem receitas até bem antiguinhas, devidamente fotografadas, que vocês verão por aqui nesses dias corridos.
Claro que o blog não é um caderninho de receitas. A proposta dele é trazer uma ligação entre o mundo dos nerds e da culinária, seja com receitas práticas, do tipo corta-mistura-forno-pronto, seja com curiosidades e impressões sobre a vida, o universo e tudo mais. Sempre haverão assuntos interessantes a serem comentados, produtos novos experimentados, getgats culinários pra facilitar a nossa vida (ou só pra nos deixar pensando "como eu queria ter um desses"), e tudo isso é assunto pra um blog intitulado Nerd na Cozinha.
Bom, mas chega de enrolação, que a essas alturas vocês não querem saber se a receita é nova ou antiga, desde que seja boa. E prática, de preferência. Então, selecionei uma que fiz no final de semana, mais uma das tantas receitas melequentas e maravilhosamente rápidas que fazem a alegria do meu pai.

Pra vocês terem noção, essa receita ficou tão boa que não deu tempo de fotografá-la inteira! Quando cheguei na mesa com a câmera em punho, todo mundo já havia se servido e estavam fazendo coro de como tinha ficado gostoso. E olha que eu devo ter demorado uns 15 minutos fazendo o doce. Ainda bem que eu tinha reservado um potinho, o que salvou a minha foto!
Os dias mais quentes (que já foram embora de novo, por sinal) me deixam com uma vontade incrível de fazer sobremesas com gostinho de frutas, com sabor mais leve. Claro que isso soa como desculpa de gordinha, a mesmíssima desculpa esfarrapada do pessoal que come laranja com a feijoada e diz que não engorda, por que a laranja é saudável. Não estou me enganando e nem tentando enganar ninguém: o leite condensado que a mousse pede é aquele poço de calorias já conhecido, o creme de leite também. Por isso, maneire no almoço da semana inteira, caminhe, jogue Nintendo Wii, Dance Dance Revolution (que por sinal tem um ótimo simulador gratuito pra PC e você pode encontrar o tapetinho com entrada USB) etcétera e tal. E assim (só assim), permita-se esse prazer.

MOUSSE DE ABACAXI PARA ONTEM
* 1 pacote de gelatina de abacaxi
* 1 caixinha de creme de leite
* 1 caixinha de leite condensado
* 1 xícara de água quente
* 1 xícara de suco de abacaxi (pode ser 1 pacotinho de suco diluído em 1 xícara de água ou o suco de verdade)
Dissolva a gelatina na água quente. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Coloque em potinhos ou numa tigela grande e deixe na geladeira pelos menos umas 4 horas ou no congelador por mais ou menos uma hora, até que tome consistência.
Simples assim.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
A overdose de morangos
Chegou a época das frutas vermelhas! A tão aguarda época das frutas vermelhas! A colorida, gostosa e apetitosa época das frutas vermelhas!
Desde a metade do ano estou anunciando na minha casa que no início da primavera meus doces tornariam-se mais rosados e frutais, com aquele azedinho-doce característico. E assim está sendo: cada vez que passo na frente de uma banquinha de frutas, aquelas bandejinhas me chamam, eu tenho um siricotico e carrego pelo menos duas pra casa.
Minha sorte é que os dias mais quentes estão apetecendo sobremesas leves e que na minha casa todos adoram frutinhas fresquinhas, sejam puras ou em doces.
No sábado, meu namorado foi na minha casa, levando uma barra de chocolate para a sobremesa (que amor!). Meus pais pediram bis do Croque Monsieur, então a noite acabaria sem novidades na cozinha (de novo, só o Pafúncio mesmo). Só que aqueles morangos precisavam ser comidos. Aquelas frutinhas vermelhas estavam se oferecendo sapecamente, quase piscando o olho pra mim.
Eu não tinha pensado em nenhuma sobremesa e a barra de chocolate comprada com tanto carinho teria que ser usada na invencionice. Morangos e chocolate combinam perfeitamente... Chocolate e creme de leite combinam perfeitamente... A-ha! Nada como a transitividade!

A solução não poderia ter sido mais simples (e nem por isso menos saborosa): durante o tempo de forno do Croque Monsieur, piquei os morangos em pedacinhos, quebrei a barra de chocolate em quadradinhos e bati creme de leite de caixinha com alguns temperos adocicados.
Coloquei na mesa assim, em potinhos, com as tacinhas do lado, para cada um colocar a quantidade que quisesse de cada coisa. Poderia ter montado, mas desse jeito é muito mais divertido, mais prático, e eu ainda tive o prazer que usar a linda molheira da minha mãe para meu creminho de leite batido.
"Isso não é receita que se apresente", alguns dirão, "são só uns ingredientes que você nem se deu ao trabalho de misturar direito". Pode ser, mas todo mundo adorou, eu me diverti fazendo e comendo e o sabor ficou delicioso. Ás vezes os maiores prazeres residem nas coisas mais simples.

IMPROVISO DE MORANGOS
* 1 caixinha de morangos
* 1 caixinha de creme de leite
* 1 barra de chocolate ao leite (pode ter crocante, amendoim... Use a que tiver em casa)
* 2 colheres de sopa de açúcar baunilhado OU 1 colher de sopa de essência de baunilha + 2 colheres de sopa de açúcar (ou mais açúcar, se você preferir mais doce)
* canela e noz moscada à gosto
Pique os morangos já lavados e coloque-os numa vasilha bem bonita.
Quebre a barra de chocolate em quadradinhos pequenos (use as linhas divisórias da própria barra e quebre ainda mais um pouquinho os quadradinhos resultantes). Coloque em um potinho.
Com um fouet (ou um garfo), bata o creme de leite com o açúcar baunilhado (ou o açúcar + essência), a canela e a noz moscada, até obter um molho bem perfumado. Coloque numa molheira e deixe na geladeira por uns 30 minutos.
Leve à mesa os potinhos, para cada um poder se servir do quanto quiser, ou monte tigelinhas com uma camada de morangos picados, outra de quadradinhos de chocolate e o molho por cima.
Desde a metade do ano estou anunciando na minha casa que no início da primavera meus doces tornariam-se mais rosados e frutais, com aquele azedinho-doce característico. E assim está sendo: cada vez que passo na frente de uma banquinha de frutas, aquelas bandejinhas me chamam, eu tenho um siricotico e carrego pelo menos duas pra casa.
Minha sorte é que os dias mais quentes estão apetecendo sobremesas leves e que na minha casa todos adoram frutinhas fresquinhas, sejam puras ou em doces.No sábado, meu namorado foi na minha casa, levando uma barra de chocolate para a sobremesa (que amor!). Meus pais pediram bis do Croque Monsieur, então a noite acabaria sem novidades na cozinha (de novo, só o Pafúncio mesmo). Só que aqueles morangos precisavam ser comidos. Aquelas frutinhas vermelhas estavam se oferecendo sapecamente, quase piscando o olho pra mim.
Eu não tinha pensado em nenhuma sobremesa e a barra de chocolate comprada com tanto carinho teria que ser usada na invencionice. Morangos e chocolate combinam perfeitamente... Chocolate e creme de leite combinam perfeitamente... A-ha! Nada como a transitividade!

A solução não poderia ter sido mais simples (e nem por isso menos saborosa): durante o tempo de forno do Croque Monsieur, piquei os morangos em pedacinhos, quebrei a barra de chocolate em quadradinhos e bati creme de leite de caixinha com alguns temperos adocicados.
Coloquei na mesa assim, em potinhos, com as tacinhas do lado, para cada um colocar a quantidade que quisesse de cada coisa. Poderia ter montado, mas desse jeito é muito mais divertido, mais prático, e eu ainda tive o prazer que usar a linda molheira da minha mãe para meu creminho de leite batido.
"Isso não é receita que se apresente", alguns dirão, "são só uns ingredientes que você nem se deu ao trabalho de misturar direito". Pode ser, mas todo mundo adorou, eu me diverti fazendo e comendo e o sabor ficou delicioso. Ás vezes os maiores prazeres residem nas coisas mais simples.

IMPROVISO DE MORANGOS
* 1 caixinha de morangos
* 1 caixinha de creme de leite
* 1 barra de chocolate ao leite (pode ter crocante, amendoim... Use a que tiver em casa)
* 2 colheres de sopa de açúcar baunilhado OU 1 colher de sopa de essência de baunilha + 2 colheres de sopa de açúcar (ou mais açúcar, se você preferir mais doce)
* canela e noz moscada à gosto
Pique os morangos já lavados e coloque-os numa vasilha bem bonita.
Quebre a barra de chocolate em quadradinhos pequenos (use as linhas divisórias da própria barra e quebre ainda mais um pouquinho os quadradinhos resultantes). Coloque em um potinho.
Com um fouet (ou um garfo), bata o creme de leite com o açúcar baunilhado (ou o açúcar + essência), a canela e a noz moscada, até obter um molho bem perfumado. Coloque numa molheira e deixe na geladeira por uns 30 minutos.
Leve à mesa os potinhos, para cada um poder se servir do quanto quiser, ou monte tigelinhas com uma camada de morangos picados, outra de quadradinhos de chocolate e o molho por cima.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
O macarrão preguiçoso e as fotos que quase não existiram
Finais de semana são oportunidades ótimas de cozinhar. Claro que conseguir um tempinho ne meio da semana para transitar em meio às panelas é uma delícia, e o meu apreço pela culinária rápida não faça disso uma missão impossível, nos finais de semana há mais tempo pra pensar no que fazer, ir ao supermercado, escolher os ingredientes mais bonitos.
Como eu me esforço profundamente para ficar um pouquinho longe dos computadores no final de semana (alguns dirão que sou uma nerd de araque por causa disso, mas meus olhos e minha vida social agradecem essa folguinha), ou eu acho alguma receita em revistas/livros ou já captei de algum blog até sexta-feira. Mas nesse caso foi diferente: esse macarrão foi uma invencionice inspirada no macarrão alla carbonara, ou do que eu me lembrava dele.
Num sábado completamente preguiçoso, sem vontade nenhuma de sair por que eu tinha acordado cedo para uma manhã com prova de Economia, fui na casa do meu namorado com o livro novo da Nigella embaixo do braço. Supermercado-cozinha-TV. Não me achem preguiçosa - eu adoro sair e no sábado mesmo combinamos de ir dançar assim que o tempo esquente um pouquinho. Mas tem dias que tudo que você precisa é comida boa e cafuné.
Nesse clima, fomos folheando o Nigella Express. Demos de cara com as Linguicinhas Agridoces, lindas, fáceis e maravilhosas (juro que vou postá-las outro dia). Só que o namor estava numa hype por bacon. Incorporou o Homer Simpson e, imitando a voz do gorducho amarelo, me disse "ah, Marge, eu gosto tanto de bacon". Depois do ataque de riso, pela originalidade e, va lá, pela fofura da atuação, resolvi fazer alguma coisa usando bacon. Revira o livro de cá, revira o livro de lá, e a receita mais promissora que encontramos com o ingrediente foi um frango assado recheado!
Ok, não priemos cânico. Eu consigo criar um algoritmo de Inteligência Artificial, então eu consigo criar um prato com esses pedacinhos mega-calóricos de carne de porco. Lembrei da carbonara que a minha vó fazia - e que não repete a muito tempo - e pensei that's it. Mas a carbonara da minha vó levava um molho branco, que eu não recordava se era bechamel ou simplesmente creme de leite. Bechamel? Picar cebola, ferver o leite, misturar com farinha? Num sábado preguiçoso? Nem morta! Creme de leite, então. Mas ter que ficar cuidando pra ver se não talha na temperatura alta?
Simplesmente cortei o molho da receita. E essa se tornou uma das receitas mais simples e maravilhosamente apetitosas que eu já fiz. Tão simples e tão apetitosa que assim que ficou pronta, simplesmente nos servimos, sem pensar em fotografar. Quando me lembrei do blog, já estava com a panela toda revirada. Portanto, perdoem a foto (tirada com a câmera do meu celular, aliás) e aproveitem a receita.
Poderia tê-lo batizado de American Breakfest Pasta, já que bacon e ovos compõe o café da manhã americano, mas resolvi chamá-lo de Macarrão Preguiça por que combinava com o meu estado de espírito.
Macarrão Preguiça
* 1 pacote de macarrão que não seja de fios (fusilli, farfale, etc, não vale espaguete nem talharim)
* 1 pacote de bacon
* 4 ovos
* azeite de oliva
* sal a gosto
Cozinhe o macarrão até ficar al dente, com sal e um pouquinho de azeite de oliva. Escorra e reserve.
Numa panela grande, frite o bacon com o azeite de oliva. Bata os quatro ovos com sal a gosto (não coloque muito, por que o bacon já é salgado) e coloque por cima do bacon fritinho. Logo em seguida, antes do ovo começar a cozinhar, coloque o macarrão por cima. Mexa bem até misturar todos os ingredientes (se quiser, pode colocar um pouquinho mais de azeite de oliva) . Ficarão "floquinhos" de ovo no meio do macarrão. Mexa até eles cozinharem completamente.
Só assim fica maravilhoso, mas sinta-se à vontade para colocar um queijo ralado por cima.
Rende 4 porções
Como eu me esforço profundamente para ficar um pouquinho longe dos computadores no final de semana (alguns dirão que sou uma nerd de araque por causa disso, mas meus olhos e minha vida social agradecem essa folguinha), ou eu acho alguma receita em revistas/livros ou já captei de algum blog até sexta-feira. Mas nesse caso foi diferente: esse macarrão foi uma invencionice inspirada no macarrão alla carbonara, ou do que eu me lembrava dele.
Num sábado completamente preguiçoso, sem vontade nenhuma de sair por que eu tinha acordado cedo para uma manhã com prova de Economia, fui na casa do meu namorado com o livro novo da Nigella embaixo do braço. Supermercado-cozinha-TV. Não me achem preguiçosa - eu adoro sair e no sábado mesmo combinamos de ir dançar assim que o tempo esquente um pouquinho. Mas tem dias que tudo que você precisa é comida boa e cafuné.
Nesse clima, fomos folheando o Nigella Express. Demos de cara com as Linguicinhas Agridoces, lindas, fáceis e maravilhosas (juro que vou postá-las outro dia). Só que o namor estava numa hype por bacon. Incorporou o Homer Simpson e, imitando a voz do gorducho amarelo, me disse "ah, Marge, eu gosto tanto de bacon". Depois do ataque de riso, pela originalidade e, va lá, pela fofura da atuação, resolvi fazer alguma coisa usando bacon. Revira o livro de cá, revira o livro de lá, e a receita mais promissora que encontramos com o ingrediente foi um frango assado recheado!
Ok, não priemos cânico. Eu consigo criar um algoritmo de Inteligência Artificial, então eu consigo criar um prato com esses pedacinhos mega-calóricos de carne de porco. Lembrei da carbonara que a minha vó fazia - e que não repete a muito tempo - e pensei that's it. Mas a carbonara da minha vó levava um molho branco, que eu não recordava se era bechamel ou simplesmente creme de leite. Bechamel? Picar cebola, ferver o leite, misturar com farinha? Num sábado preguiçoso? Nem morta! Creme de leite, então. Mas ter que ficar cuidando pra ver se não talha na temperatura alta?
Simplesmente cortei o molho da receita. E essa se tornou uma das receitas mais simples e maravilhosamente apetitosas que eu já fiz. Tão simples e tão apetitosa que assim que ficou pronta, simplesmente nos servimos, sem pensar em fotografar. Quando me lembrei do blog, já estava com a panela toda revirada. Portanto, perdoem a foto (tirada com a câmera do meu celular, aliás) e aproveitem a receita.
Poderia tê-lo batizado de American Breakfest Pasta, já que bacon e ovos compõe o café da manhã americano, mas resolvi chamá-lo de Macarrão Preguiça por que combinava com o meu estado de espírito.
Macarrão Preguiça* 1 pacote de macarrão que não seja de fios (fusilli, farfale, etc, não vale espaguete nem talharim)
* 1 pacote de bacon
* 4 ovos
* azeite de oliva
* sal a gosto
Cozinhe o macarrão até ficar al dente, com sal e um pouquinho de azeite de oliva. Escorra e reserve.
Numa panela grande, frite o bacon com o azeite de oliva. Bata os quatro ovos com sal a gosto (não coloque muito, por que o bacon já é salgado) e coloque por cima do bacon fritinho. Logo em seguida, antes do ovo começar a cozinhar, coloque o macarrão por cima. Mexa bem até misturar todos os ingredientes (se quiser, pode colocar um pouquinho mais de azeite de oliva) . Ficarão "floquinhos" de ovo no meio do macarrão. Mexa até eles cozinharem completamente.
Só assim fica maravilhoso, mas sinta-se à vontade para colocar um queijo ralado por cima.
Rende 4 porções
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Livro novo e adaptações providenciais
Como boa nerd, eu adoro ler. Se vocês olharem meu perfil aqui mesmo no Blogger, poderão ver que eu leio bastante (e aquilo ali não é nem o começo dos livros que eu adoro). Aliás, hoje, além dos livros técnicos da faculdades (que incluem o Manual de Economia da USP e o Tanembaum de Sistemas Operacionais, além dos milhares de artigos de Sistemas Especialistas), também estou lendo O Retrato, segunda parte do Tempo e o Vento. E me esperam pelo menos mais uns cinco ou seis.
Ultimamente, venho me interessando por livros de culinária, mais especificamente desde quando uma amiga da minha vó me emprestou uma preciosidade chamada "A Boa Mesa", que infelizmente já não é mais publicado (se alguém um dia achar, compra e me manda!). Fiquei meio obcecada por conseguir o livro por um tempo, mas depois que um dono de sebo me fez uma proposta meio esquisita ("me paga a metade que eu encomendo de um sebo em São Paulo"), acabei desistindo e me focando em outros must-have.
Meu primeiro livro chegou ontem, o Nigella Express. Eu estava quase comprando a versão em inglês, quando vi que tinham lançado em português. Eu sou fangirl assumida da Nigella, falar mal dela perto de mim é disparar um daqueles processos prioritários no meu cérebro que vai defendê-la meio que cegamente. Mas xiitagem de fã à parte, ela geralmente faz pratos rápidos, saborosos e (o que é melhor) facilmente adaptáveis ao que você tem na despensa. Eu já sabia disso a tempos pelo programa de TV e pelo site lindo e repleto de receita maravilhosas (a maioria de leitores, mas algumas dela).

A receita que eu vou postar está completamente adaptada ao que eu tinha na geladeira. Ainda vou tentar exatamente o que consta no livro, tim-tim por tim-tim, pra ver como fica. Mas essa minha versão ficou especialmente boa. E com vantagens: sabe aquele pão de sanduíche que foi comprado a três dias, aqueles frios que estão no finzinho? É eles que vamos aproveitar. E com o mesmo trabalho de fazer simples sanduíches. Ok, ok, com um pote a mais pra lavar (mas pra comer algo infinitamente melhor, who cares?).
Você gasta menos de 10 minutos montando o prato. O tempo de forno não conta, por que você coloca seu refratário ali e pode fazer outras coisas (fiz uma saladinha pra acompanhar, arrumei a mesa, coloquei mais água nas forminhas de gelo, fui ler um pouquinho mais do meu livro e ainda sobrou tempo).
PSEUDO CROQUE MOUNSIEUR DA NIGELLA
* 8 fatias de pão de sanduíche (pão de fôrma)
* maionese (o quanto for necessário)
* 8 fatias de queijo
* 4 fatias de mortadela (é o que eu tinha em casa, galera)
* 6 ovos
* ~80ml de leite
* sal a gosto (~1 colher de sobremesa basta)
* queijo ralado a gosto (para polvilhar)
Pré-aqueça o forno a 220ºC.
Passe a maionese nas fatias de pão e monte os sanduíches colocando uma fatia de queijo, uma de mortadela e mais uma de queijo por cima. Corte-os em triângulos e acomode-os numa fôrma ou refratário que possa ir ao forno.
Bata os ovos, o leite e o sal (não precisa se esmerar muito, é só pra misturar) e coloque por cima dos sanduíches.
Polvilhe com queijo ralado (eu gosto de colocar bastante).
Coloque no forno por ~25 minutos.
Ultimamente, venho me interessando por livros de culinária, mais especificamente desde quando uma amiga da minha vó me emprestou uma preciosidade chamada "A Boa Mesa", que infelizmente já não é mais publicado (se alguém um dia achar, compra e me manda!). Fiquei meio obcecada por conseguir o livro por um tempo, mas depois que um dono de sebo me fez uma proposta meio esquisita ("me paga a metade que eu encomendo de um sebo em São Paulo"), acabei desistindo e me focando em outros must-have.
Meu primeiro livro chegou ontem, o Nigella Express. Eu estava quase comprando a versão em inglês, quando vi que tinham lançado em português. Eu sou fangirl assumida da Nigella, falar mal dela perto de mim é disparar um daqueles processos prioritários no meu cérebro que vai defendê-la meio que cegamente. Mas xiitagem de fã à parte, ela geralmente faz pratos rápidos, saborosos e (o que é melhor) facilmente adaptáveis ao que você tem na despensa. Eu já sabia disso a tempos pelo programa de TV e pelo site lindo e repleto de receita maravilhosas (a maioria de leitores, mas algumas dela).

A receita que eu vou postar está completamente adaptada ao que eu tinha na geladeira. Ainda vou tentar exatamente o que consta no livro, tim-tim por tim-tim, pra ver como fica. Mas essa minha versão ficou especialmente boa. E com vantagens: sabe aquele pão de sanduíche que foi comprado a três dias, aqueles frios que estão no finzinho? É eles que vamos aproveitar. E com o mesmo trabalho de fazer simples sanduíches. Ok, ok, com um pote a mais pra lavar (mas pra comer algo infinitamente melhor, who cares?).
Você gasta menos de 10 minutos montando o prato. O tempo de forno não conta, por que você coloca seu refratário ali e pode fazer outras coisas (fiz uma saladinha pra acompanhar, arrumei a mesa, coloquei mais água nas forminhas de gelo, fui ler um pouquinho mais do meu livro e ainda sobrou tempo).
PSEUDO CROQUE MOUNSIEUR DA NIGELLA* 8 fatias de pão de sanduíche (pão de fôrma)
* maionese (o quanto for necessário)
* 8 fatias de queijo
* 4 fatias de mortadela (é o que eu tinha em casa, galera)
* 6 ovos
* ~80ml de leite
* sal a gosto (~1 colher de sobremesa basta)
* queijo ralado a gosto (para polvilhar)
Pré-aqueça o forno a 220ºC.
Passe a maionese nas fatias de pão e monte os sanduíches colocando uma fatia de queijo, uma de mortadela e mais uma de queijo por cima. Corte-os em triângulos e acomode-os numa fôrma ou refratário que possa ir ao forno.
Bata os ovos, o leite e o sal (não precisa se esmerar muito, é só pra misturar) e coloque por cima dos sanduíches.
Polvilhe com queijo ralado (eu gosto de colocar bastante).
Coloque no forno por ~25 minutos.
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