quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Presentes Feitos em Casa

Os dias estão ficando cada vez mais coloridos. As ruas se enchem de luzinhas piscantes capazes de cegar um desavisado. Corais de crianças desafinadas cantam alegremente. Os shoppings fazem promoções e pinheiros brotam em meio ao calor do nosso país tropical.

Yes, babe. Está chegando o Natal.

Eu não sou nenhum tipo de Grinch, que odeia Natal. Adoro ver minha casa enfeitada, reunir a família na volta de uma bela mesa farta, preparar presentes com carinho. Mas eu detesto multidões. Tenho horror a "lembrancinhas". Nunca sei o que comprar. Me perco dentro de shoppings, sou levada por uma multidão maluca, aquele burburinho de ho-ho-ho's só me faz querer voltar pra casa.

Os presentes maiores são simples: eu penso antes no que e onde comprar. De preferência, com uma lista de lojas para, se não achar na primeira, procurar nas outras. Esses presentes grandes são para pessoas que você geralmente conhece bem (ou pelo menos razoavelmente), tem idéia de seus gostos. Mas e os presentinhos para aqueles amigos que você adora, mas vê pouco (ou vê muito mas não conhece bem, como professores e colegas)? Aquela coisinha só para a pessoa ver que você lembrou dela, sem gastar muito, é que me assusta.

Adoro dar e receber presentes, mas quando ganho uma lembrancinha com cara de "obrigação" fico arrasada. Preferia um abraço sincero, um e-mail, do que um presente claramente dado para suprir regras sociais já fora de moda. Mas às vezes você pensa, pensa e pensa e não consegue extrair nenhuma idéia válida que torne o presente especial e sem distinções.

Minha solução é unir o útil ao agradável: eu cozinho! Muitas vezes não lembramos, mas existem várias guloseimas fáceis de fazer e que são sucesso garantido. Sem contar que cozinhar relaxa ao invés de estressar como os shoppings nessa época. Você coloca carinho no que está preparando, o que torna o presente super especial, por mais simples que seja. Pode ser um único muffin, mas se for feito pensando em como o outro ficará feliz ao recebê-lo, pode ter certeza que agradará.

Recentemente fiz alguns cookies choc chip super fáceis para presentear alguns professores maravilhosos do meu curso na faculdade. Infelizmente já era bem tarde quando os assei e esqueci de fotografá-los. Como esses biscoitinhos são figuras fáceis na minha cozinha, a receita deles fica para a próxima. Ao invés dela, vou deixá-los com três sites que os inspirarão brilhantemente. Todos estão em inglês, mas além de ser uma oportunidade deliciosa de treinar o idioma, você pode pedir ajuda para o nosso amiguinho Google para traduzir as receitas.

O primeiro se chama Please Send Cookies, e é uma idéia muito bacana da Nestlé: incentivar as pessoas a darem cookies de presente. Existem sugestões de dar cookies para instituições de caridade, hospitais, para seus amigos e familiares. A sugestão deles é de enviar os biscoitos pelo correio, até comprando um prato especial, mas você não precisa ir tão longe: basta conferir as deliciosas receitas e fazer os cookies para distribuir.


O segundo também é um site da Nestlé, e se chama Very Best Baking. Na verdade, existem diversas receitas de diferentes pratos, mas todas elas assadas, ou seja: muitos biscoitos, bolos, tortas e outras guloseimas altamente presenteáveis e apetitosas. Além disso, eles tem um Holyday Guide com muitas receitas e dicas interessantes, específicas para o Natal.

A terceira e última dica é o projeto Gift of The Day, do blog Slashfood's. São postadas diariamente idéias de presentes feitos em casa (todos muito apetitosos e simples de fazer), juntamente com a receita.

O importante é ter sempre uma coisa em mente: estamos no final de ano, cansados, loucos por um descanso. O Natal é, em última análise, um motivo para dizermos às pessoas o quanto elas nos são importantes, o quanto gostamos da companhia e amizade. Não tem por que tranformar isso numa fonte de dores de cabeça.

No fim das contas, o bom mesmo é adocicar um pouquinho o coração - o seu e o das pessoas que o cercam.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A geléia de cereja de uma-vez-na-vida

Nove dias sem postar! Vocês estavam quase desistindo de mim, eu sei. Mas não desistam que eu vou estar sempre por aqui - só estou fazendo coisinhas demais, por hora, e infelizmente elas pouco tem a ver com a minha cozinha.

A historinha que vou contar aconteceu a algumas semanas. E ela contraria TUDO que eu já disse nesse blog. Praticidade, rapidez, eficiência? Isso é para nOObs, legal mesmo é mexer no Assembly!

O fato é que eu adoro cerejas. E na casa do vô do meu namorado há uma cerejeira, carregada de frutinhas vermelho-escuro, pequenas e perfumadas. Porém, elas acabariam não sendo aproveitadas - cerejas demais para as pessoas consumirem in natura... Foi quando eu tive a grande idéia: com a ajuda do jardineiro, colhemos as cerejas e faremos a Torta de Cerejas para o Fim do Verão, que eu achei no site do seriado Pushing Daisies (aliás, lindo site, uma fofura, mas com receitas completamente malucas) .

Cerejas colhidas, com a minha falta de tempo habitual não consegui deixá-las me esperando: tive de congelá-las, para fazer a empreitada em outro dia. Dois potes de sorvete de cerejas no congelador da casa do namorado em uma noite de sábado que eu esperava ser bem tranquila: pizza, tortinhas perfumadas, estudo e sono.

Com a receita em punho, não fui com a cara da massa. Decidi preparar a infalível receita da Ana Elisa, que já executara com sucesso tantas vezes (um dia mostro a minha versão para a torta de maçã dela, é sensacional). Ficou como o esperado, levemente amarelada e com boa textura. Enrolada e na geladeira, era tempo de começar com o recheio.

Com a minha total falta de experiência com alimentos congelados que não sejam pizzas, não me dei conta que as míseras duas horas fora do congelador não ia descongelar totalmente as cerejas. Olhei para elas, elas olharam para mim e aí eu pensei exatamente o contrário do que deveria: "não pode ser tão difícil". Como acabei por comprovar, podia sim.

Chamei o namorado pra ajudar a tirar os cabinhos e as sementes das cerejas. Acostumada com aquelas bolinhas avermelhadas imersas em licor de marasquinho, meu cérebro não processou a informação de que frutos in natura possuem sementes, e que as sementes deveriam sumir de dentro deles antes de tranformá-los em geléia. Então fomos nós dois tirar as sementes de um zilhão de cerejas congeladas.

Obviamente, quando chegamos a 1/4 da quantidade, já estávamos cansados, frustrados e mal-dizendo o site do Pushing Daisies, o criador da receita, os personagens do seriado, o criador do seriado. E é nessas horas que a gente se dá conta que está com uma pessoa que nos ama de verdade: meu querido aguentou firme do meu lado, dizendo que era pra eu não encanar a cada "não me odeie" que eu proferia e que no final, tudo ficaria delicioso.

Três horas e meia depois, com os dedos sem sensibilidade, tendo mandado minha massa às favas e quase tendo um siricotico de frustração, as cerejas estavam prontas para serem usadas. Decidi que o mais prático seria tentar fazer uma chimia (schmier, um tipo de geléia alemã com pedaços de frutas).

Daí em diante, foi uma invencionice sem tamanho: mistura açúcar, coloca um pouquinho de maisena, acrescenta mais manteiga. E não é que acabei conseguindo uma linda e brilhante schmier? Bom, talvez as vovós alemãs que leiam essa postagem queiram meu pescoço, afinal, o que eu fiz não foi tecnicamente uma schmier, mas como eu não sei definir a coisa que saiu do meu fogão e ela estava bonita, perfumada e gostosa, eu me sinto feliz de pensar nela como prima próxima de uma receita tradicional.

Cansada como estava, não fotografei a minha obra, mas dei uma Googleada e posso dizer com certa segurança que ela ficou parecida com a da Dadivosa, apesar do tipo de cereja usado ser diferente - as que eu tinha eram as escuras, que nascem aqui no sul. As dela eram provavelmente as chilenas - também maravilhosas. A geléia foi distribuída em vários potinhos e dada de presente ao avô e aos pais do meu namorado e aos meus pais. Também fiquei com um pouco para mim e meu namorado com outro tanto pra ele. Foi consumida das mais diversas formas: pura, no pão, com creme de leite.

Ficando tão vermelhinha e apetitosa, me fez reconsiderar por um instante a idéia de não fazer geléia de cereja nunca mais. Mas isso durou aproximadamente 30 segundos. Minha receitas são práticas e rápidas. De qualquer forma, você pode comprar as cerejas descaroçadas, prontinhas. Ah, as maravilhas do mundo moderno!

Geléia de Uma Vez
* 1 kg de açúcar
* ~1000g de manteiga sem sal
* 4 colheres de sopa de amido de milho
* um pouquinho de água fria + água a gosto para formar a "calda"
* meio quilo de cerejas sem caroço cortadas grosseiramente

1) Coloque as cerejas, 2/3 do açúcar e 2/3 da manteiga numa panela grande.
2) Coloque um pouco de água e deixa o açúscar e a manteiga derreterem.
3) Dissolva o amido de milho na água gelada e coloque na panela. Mexa bem até ficar bem vermelhinho e brillhante.
4) Cozinhe mais um pouco, até que a calda fique espessa e as cerejas dissolvam.
5) Desligue o fogo.
5) Misture o restante do açúcar e da manteiga e mexa bem até incorporar.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Para nerds gaúchos

Esse sábado vai rolar um evento muito bacana aqui em Porto Alegre: o TchêLinux.

Na verdade, TchêLinux é um grupo de usuários de Software Livre do Rio Grande do Sul, e eles já organizaram vários eventos, inclusivo pelo interior do Estado.


Esta nerd cozinheira estará lá para conferir as palestras mais legais, fazer networking e rever amigos. Se você quiser me conhecer, provavelmente estarei com as minhas orelhinhas de raposa, afinal, eu amo Firefox, contribuo e quero mostrar isso pra todo mundo (e por que orelhinhas são fofas, ora bolas).

Então, podemos nos encontrar na Faculdade de Informática da PUC-RS de Porto Alegre, neste sábado, 08/10, a partir das 8:30. Tem que realizar inscrição (não tenho certeza se ainda tem vagas, mas é só dar uma conferida) e a entrada é 2 kg de alimentos não perecíveis.

Para saber mais, entre na página do evento.

P.S.: sim, eu vou postar mais receitas. Tenho cozinhado menos por causa do curso, mas ainda existem coisinhas interessantes saindo do meu fogão de vez em quando. Só preciso arrumar mais tempo para postar, oh god.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Meme: Dia Nacional do Livro

O Mario Rinaldi me convidou pra participar desse meme sobre o Dia Nacional do Livro, que foi ontem. Como eu só vi hoje, vou postar hoje mesmo. Acho que ainda vale - sempre é hora pra se falar sobre cultura.

Eu adoro ler. Leio principalmente ficção, mas como já citei, ando bem interessada em livros culinários ultimamente. E esse gosto pela leitura não surgiu de uma hora para outra, mas foi construído desde bem pequenininha. Meus pais me presenteavam com livros, revistas em quadrinhos, mesmo antes de eu aprender a ler. Me ensinaram o prazer de ir em uma biblioteca e percorrer as prateleiras em busca de uma nova história.

Não adianta as escolas obrigarem adolescentes a ler Machado de Assis: quem nunca leu "Marcelo, Marmelo, Martelo" não está preparado para entender as sutilezas de "Memórias Póstumas de Bras Cubas".

Cruzadas sem propósito são travadas contra a série Harry Potter e os livros do Dan Brown. Dizem que os livros são feitos para tornarem-se roteiros, que são fracos e que a leitura não instiga o pensamento. Sou fã de Harry Potter e li alguns do Dan Brown e acredito que uma coisa é inegável: esses livros incentivam a leitura de milhares de pessoas e são porta de entrada para outros livros. Inclusive pessoas que não tinham o hábito tornaram-se leitores a partir desses títulos de leitura mais simples. Novamente: não se pode iniciar com Machado de Assis.

A internet dá a impressão de ser a solução para a maioria dos assuntos. É só colocar no Google e puff! Uma resposta mágica sairia das páginas do seu browser assim como um gênio sai de dentro da sua lâmpada. Ledo engano. Os assuntos desse blog - culinária e nerdices - são bons exemplos. Assim como é necessário um bom livro de técnicas, ilustrado e cheio de explicações minuciosas para se conseguir visualizar como se faz a sova de um baguete, é preciso um livro para explicar a teoria embaixo da tecnologia, para dar toda a base matemática dos algoritmos, algo que não se encontra nem no melhor fórum da área.

Pelo meme, devo recomendar três livros. Mas me reservo o direito de indicar seis: três de culinária e três de literatura.

Literatura:
* A insustentável leveza do ser (Milan Kundera)
* O Físico (Noah Gordon)
* Olhai os Lírios do Campo (Erico Verissimo)

Culinária:
* NigellaExpress
* Técnicas da Cordon Bleu
* Dona Benta

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O doce desastrado com beleza interior

Já dizia a propaganda da Sprite que "imagem não é nada, sede é tudo". Mas sabemos que na culinária essa afirmação é bem relativa. Um prato bem montado, bem apresentado, torna-se muito mais apetitoso que um sem tanto capricho na parte visual. A indústria alimentícia investe em embalagens coloridas e chamativas, que nos fazem comprar salgadinhos com textura de isopor, sem gosto e com cheiro duvidoso.

No entando, não é sempre que temos o tempo, a disposição e a paciência da fazer um prato belamente aprumado. Muitas vezes a funcionalidade - ou o gosto - conta mais que o aspecto. Não que tenha que ficar feio, mas existem situações em que o âmago da questão é resolvido mais facilmente com a velha e boa linha de comando do que com milhares de janelas.

Um dos mangás (e animes) mas legais de todos os tempos, na minha singela opinião, é o Love Hina. A mocinha da história é uma garota inteligente, mimosa, um pouquinho esquentada e que cozinha muito bem, mas... Apesar do gosto bom, sua comida tem um aspecto esquisito. A receita de hoje, então, pode-se dizer que veio diretamente do caderninho de receitas da Narusegawa.


Aprendi com a Paula, irmã de um amigo meu, o Niarchos, ambos uns docinhos de coco. Esta é a segunda vez que a faço, e na primeira o doce ficou com a aparência bonitinha e achocolatada que me foi descrita quando a receita estava me sendo passada. Só que, como reza a sabedoria popular, a pressa é inimiga da perfeição. Olhando para uma geladeira sem um mísero docinho, resolvi que faria um pro jantar.

Lembrei desse doce facílimo, que já tinha executado com sucesso. Como minha loucura por morangos ainda não foi embora - estou fazendo como os ursos, estocando flavonóides para a época em que não vou tê-los em qualquer banquinha - utilizei-os na receita, mas você pode colocar qualquer fruta que combine com chocolate. Na outra vez fiz com bananas e ficou muito bom também.

O fato é que dessa vez, ao invés de selecionar um prato de tamanho apropriado, acabei pegando um refratário enorme em relação aos ingredientes. Os morangos, que deveriam estar imersos na camada de leite condensado, que estaria coberta pelo ganache, simplesmente não tinham para onde afundar, e ficaram aparecendo no meio das outras camadas.

No entanto, o gosto ficou espetacular. O azedinho dos morangos combina muito bem com o gosto forte do ganache, num sabor denso e fresco ao mesmo tempo. Talvez por isso a combinação morangos + chocolate seja considerada tão romântica.

Em um balanço final, acho que posso considerar o meu doce como a versão americana de Ugly Betty: feinho, mas nem tanto, cheio de energia e com uma beleza interior surpreendente.


MEGA TRUFA
* 1 lata de leite condensado
* 2 colheres de sopa da manteiga
* 1 lata de creme de leite
* 400g de chocolate ao leite
* 2 caixas de morangos picados ou a mesma quantidade de outra fruta que combine com chocolate

- Leve o leite condensado e a manteiga ao forno, até o ponto de branquinho mole.
- Coloque em um refratário e espere esfriar um pouquinho.
- Quando estiver quase frio, espalhe os morangos por cima, misturando um pouco para eles imergirem no branquinho.
- Faça um ganache com o chocolate e o creme de leite (derretendo o chocolate em banho maria e quando estiver derretido, misturando o creme de leite) como nessa receita aqui.
- Coloque o ganache por cima do branquinho com morangos.
- Leve à geladeira para firmar.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Variações sobre o tema

Culinária rápida, saborosa, fácil e que permite variações.


Essa bela, cintilante e quase fluorescente mousse de morango aí da foto nada mais é que a Mousse de Abacaxi que eu já postei aqui, com outro saber de gelatina e de suquinho em pó.

Ás vezes o cansaço vence, a criatividade pára e tudo que voce tem que fazer pra parecer que criou uma receita inédita é trocar alguns ingredientes.

Ou em Orientação a Objetos:

MousseObject mousseObject = (MousseObject) mousseMorangoObject;

Um cast de uma classe pra outra e temos um prato novo.

Voilá.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um aniversariante trekker e seus bolinhos de caneca

Hoje é aniversário do meu namorado. Hip hip, hurra! Ele é um fofo, carinhoso, Trekker, fã de Monty Python e Woody Allen. Tem o abraço mais quentinho do universo, usa Firefox, escuta jazz (mas também adora Kiss), vê Pushing Daisies comigo. Entende que eu estou estudando muito, me dá força, vê o lado positivo de tudo, adora comer os meus quitutes e me ajudar na cozinha.

Enfim, ele é uma pessoa altamente apaixonável. Praticamente um ewok. Mas não é chegado em bolo.

Pra mim, aniversário precisa de um bolinho. Senão, não tem graça. Por isso, passei a tarde inteira de ontem lamentando que ele não ia ter bolo de aniversário. Não interessa comemorar em restaurante, dia do aniversário tem que ter bolo-guaraná-muito-doce-pra-você. "Mas Dea, eu não sou muito de bolo", dizia meu amor, em meio a todo os DVD's maravilhosos da Livraria Cultura (eu sou uma desnaturada e levei ele junto pra escolher o presente de aniversário, já que eu não consegui decidir o que comprar; mas ele fez isso comigo no meu, então eu estou perdoada).

Depois das comprinhas dos presentes e de um lanche tenebroso no Bob's (hambúrguer seco, cheddar sem gosto - mil vezes os lanches que eu faço em casa, com ingredientes frescos e lotados de molho de tomate caseiro), fomos para a minha casa, ficar preguiceando na frente da TV. Depois de American Dad especial Star Wars, Achmed no You Tube e resultados do futebol na Sport TV, eu tive uma epifania. BOLO DE CANECA. Simples, rápido, fácil, pequeno, sem baderna e feito no microondas.


Ok, ontem foi véspera do aniversário dele, mas o momento bolo representava hoje. Esse bolinho na caneca (huuuum, seria esse um mugcake?) é uma porção individual e representa a máxima da comida de nerds: coloque no microondas e tire algo pronto lá de dentro. E o melhor: algo gostoso, fofinho e perfumado, não aquelas lasanhas congeladas com gosto de nada.

Eu tinha uma receita para 4 bolinhos de caneca (encontrada em uma revistinha de receitas, daquelas bem populares), então reduzi para produzir apenas dois bolinhos. Não sei se minhas canecas eram muito grandes, mas no final das contas os bolinhos ficaram do tamanho de meia caneca cada um. Então, a receita rende dois bolinhos de meia caneca ou um de caneca inteira.

Como ele não é assado lentamente no forno convencional, achei melhor colocar um pouquinho de leite condensado por cima pra deixá-lo mais molhadinho. Claro, você também pode fazer uma calda de chocolate, mas a praticidade me fez optar pelo leite condensado, colocado sobre o bolo ainda bem quentinho. Também pode comer direto da caneca, mas a ocasião pedia pratinhos e garfinhos coloridos.

Meu querido aniversariante não chegado em bolo adorou a surpresinha, o tamanho meigo e a cara mimosa com que eles ficaram. E o sabor e textura também foram 100% aprovados.

MUGCAKES DE ANIVERSÁRIO
Mug significa caneca, então fiz um trocadilho com cupcake.

* 1 ovo
* 1 e 1/2 colheres de sopa margarina
* 1 e 1/2 colheres de sopa leite
* 1/4 de xícara de açúcar
* 1/2 xícara de farinha
* 1 e 1/3 colher achocolatado em pó
* 1 colher de chá de fermento
* Pra decorar: leite condensado, chocolate granulado, geléia

- Misture a manteiga com o açúcar até formar um creme leve e fofo.
- Adicione o ovo e o leite e mexa.
- Adicione a farinha, aos poucos, mexendo sempre.
- Adicione o achocolatado, misture.
- Coloque o fermento e incorpore delicamente.
- Coloque metade em cada caneca (ou em uma, pra ter um bolo maior) e leve uma de cada vez ao microondas em potência média, por 3 minutos.
- Se quiser, desenforme, coloque leite condensado e decore com geléia e chocolate granulado.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Blog Action Day Pobreza: o que você pode fazer


Hoje temos um evento na Internet que se propõe a discutir, em diversos blogs e podcasts, um assunto extremamente importante e que nos rodeia, mas que muitas vezes fingimos não ver: a pobreza.

A idéia é pensar sobre o que nós, em nosso universo particular, podemos fazer para mudar a situação da pobreza como um todo. Não adianta falar de organizar eventos, de adotar crianças, de fundar ONGs. São ações belíssimas, importantes, mas que a maioria das pessoas não irá realizar. Sejamos realistas. Dizer que alguém deveria fazer alguma coisa ou que a culpa é das autoridades não vai mudar nada.

Por isso, seguindo o espírito do Nerd na Cozinha, vou apresentar algumas ações fáceis, que você pode fazer sem mudar sua rotina, sem sair da sua cozinha ou da frente do seu PC.

1) Separe o seu lixo. O Brasil é um dos campeões em reciclagem no mundo. E essa reciclagem vem em boa parte por obra dos "catadores", que recolhem latinhas, plástico, papel e os encaminham para as indústrias de processamento, recebendo por quilo de material entregue. Ou seja, há pessoas que retiram o sustento da sua família da atividade de recolher esse material e vendê-lo. Só que o lixo misturado, além de dificultar o trabalho dos recicladores (nome correto para os "catadores"), muitas vezes inutiliza um material que poderia ser reciclado (um papel sujo não pode ser reciclado, por exemplo). E esse material, que poderia tornar-se renda, fica inutilizado.

2) Não desperdice alimentos. Existe uma relação bem básica na Economia entre preço e demanda. Quando há maior demanda, os produtores sentem-se livres para aumentar os preços, já que os consumidores continuarão a comprá-los mesmo estando mais caros. Se você desperdiça alimentos, consome mais - compra e joga fora, logo precisará comprar mais ainda. Portanto, aumenta a demanda. Aumentando a demanda, contribui para o aumento dos preços. Muitos chamarão minha análise de simplista (não discordo), mas em linhas gerais é isso que acontece. O resultado para o aumento da pobreza é claro: aumentando os preços, os que têm menos renda ficam com um poder de compra ainda menor. Os pobres tornam-se ainda mais pobres.

3) Clique e Doe. Existem ações que baseiam-se na participação das pessoas para a doação por patrocinadores. O The Hunger Site é uma delas, que já está online a anos e, pelo que eu sei, funciona. O sistema é simples: você entra no site, que têm bastante publicidade, e clica no botão de doação. Nesse momento, seu clique é contabilizado e os patrocinadores pagarão alguns centavos para a ONG. Na página de agradecimento pelo seu clique os patrocinadores que o pagarão são listados, com seus devidos links para que você, se quiser, possa entrar em seus sites. Pelo Hunger Site você ainda pode acessar outras ações parecidas e bacanas, como Child Health e o Literacy.

4) Não dê esmola às crianças de rua. O dinheiro da esmola irá para o bolso dos pais (que se obrigam uma criança a pedir esmolas, deveriam ser presos) ou para alguma besteira. Se o seu coração, assim como o meu, dói ao ver uma criança pedindo dinheiro para fazer um lanche, não dê um trocado e sim um alimento. Não resolve o problema diretamente, mas veja se entende o meu raciocínio: o dinheiro consenseguido nas ruas dá uma falsa sensação de liberdade a essas crianças, as incentiva a ficar nessa situação vulnerável e a largar a escola. Com menos educação, mais pobreza. Para contribuir financeiramente, escolha uma ONG que dê condições dignas às crianças e que ajuda a efetivamente tirá-las das ruas.

5) Dê suporte a projetos Open Source. O Linux é de graça. O Mozilla Firefox é de graça. Um computador com esses softwares só terá o custo do seu hardware. É mais simples informatizar uma escola carente sem ter que pagar as licenças do software proprietário. Com o dinheiro dessas licenças, compram-se mais computadores, que serão utilizados por mais pessoas. E mais: projetos como o One Laptop Per Child, que tem por objetivo fazer com que crianças carentes tenham um laptop cada uma em suas escolas, não seriam possíveis sem suporte de projetos de código aberto. Com mais informatização, há mais acesso a cultura, que resulta em mais educação. Um povo com mais educação é um povo com menos pobreza. E você pode ajudar como? Usando softwares Open Source, como o Mozilla Firefox. Com mais usuários, há mais divulgação, mais envolvimento, o software se firma mais. E com esses softwares mais firmes, podem se desenvolver mais, e serão usados por projetos bacanas para informatização de todos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Um chocolate de boas vindas

Uma australiana chamada Blossom Goodchild previu que extraterrestres chegarão à Terra hoje, passando inclusive pelo hemisfério sul do nosso Planetinha Azul. Ele está explicadinho pelo Cafetron, no Nebulosa Nerd's Bar, com direito à vídeo e tudo.

Manda a boa educação que, quando vamos receber visitas, tenhamos (como diria minha avó) alguma coisinha boa para oferecer. Eu tenho a minha teoria do chocolate: ele deixa as pessoas felizes.

Portanto, decidi ter um chocolatinho a postos para o caso deles resolverem bater na minha janela no meio da madrugada. Adoraria fazer os belos muffins com Calleubat da Cinara, mas vou chegar muito tarde em casa e só se eu soubesse que o Spock iria me visitar é que eu me daria ao trabalho de ir fazer bolinhos na hora em que a minha cama me chama.


Para oferecer aos nossos viajantes intergaláticos uma amostra do que há de mais gostoso em termos de cacau no mundo, decidi ficar com uma caixinha do Stockler, orgânico e vegano.

O chocolate que normalmente encontramos no supermercado é uma bomba cheia de aromas artificiais e pouquíssimo ou nenhum cacau (leia mais nesse artigo do Dr. Alexandre Feldman). O da Stockler, além de ser completamente vegan, leva cacau de verdade, o que faz com que seu sabor seja pronunciado, mas não doce demais.

Em uma única palavra: delicioso.

O site da Stockler estava fora do ar, mas descobri que eles têm distribuidores em diversos estados. Aqui em Porto Alegre, comprei na Seleção Natural (Venâncio Aires, 531), ali pertinho do Parque da Redenção, mas você acha também no Diet Empório (Florêncio Ygartua, 65 lj 22), na Grão Natural (Benjamin Constant, 1508) e no Marobin (Anita Garibaldi, 2026).

Em tempo: não estou sendo patrocinada, antes que alguém pergunte. Não que eu ache algum problema em posts patrocinados - concordo com o Cardoso nesse ponto. Mas no caso, é só um chocolate testado e aprovado por essa terráquea.

Feed

Agora o Nerd na Cozinha está um pouquinho mais nerd.


Cadastrei-o na ferramente FeedBurner e agora você pode receber as postagens por feed, no seu Google Reader, Thunderbird, ou qualquer leitor.

Ou seja, o Nerd na Cozinha agora não alimenta só você com as receitas publicadas, mas é capaz de alimentar o seu PC. Wow hey!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Para nerds de São Paulo

Não tem a ver com cozinha, mas tem a ver com o Nerd do título, então está valendo.

Pessoal, estará rolando no próximo final de semana o Conisli, Congresso Internacional de Software Livre, em São Paulo, capital.


Vão acontecer diversos encontros e palestras muito legais. Uma ótima oportunidade de se atualizar e fazer networking.

Meu amigo e também contribuidor da Mozilla Mário Rinaldi vai fazer uma palestra do domingo, às 13 horas, chamada "Aprendendo a Desenvolver Extensões para o Firefox com o XUL".

Eu infelizmente não poderei estar presente, mas quem puder, não perca a oportunidade.

E lembrem: comprem a caneca do evento para enfeitar as suas cozinhas!

Ingredientes certos para uma tarde ensolarada

Vocês lembram daquela receita que eu fiz que era pra ser uma mousse e virou um molho? E lembram que eu bati o creme de leite de caixinha por 10 minutos e ele não tomava consistência?

Pois outro dia eu estava no supermercado quando vejo uns potinhos perto do requeijão, onde dizia Creme de Leite Fresco (Nata). Ah-ha! Não deixei escapar e, como estava em promoção, me empolguei e levei logo dois, pensando que se algo desse errado, o máximo que iria acontecer seria usá-los no lugar de creme de leite de caixinha. Sim, eu sei, eu não aprendo lições, eu sempre acho que dá pra ter mais uma aplicação, que dá pra substituir, que é possível trocar um ingrediente por outro similar. Deve ser minha cabeça enraizada em reuso de funções que me faz tão teimosa.

Não estava disposta a tentar de novo a receita da Nigella, que eu desastradamente acabei por transformar em outro doce. É muito achocolatada, eu não estava no clima, não tinha comprado nem suspiros nem marshmallows e a Silvinha, do Food Talk, comentou que a fez não gostou. Lembrando que eu tinha montes de sobrinhas de frutas na geladeira, tendo aquele belíssimo creme de leite fresco na mão e o dia estando quente, minha mente arquitetou o plano óbvio: salada de frutas para o lanche da tarde! Eu desconfiava que o creme de leite fresco batido ficaria lindamente firme, mas ainda assim fofo, como aquele chantilly meio amareladinho que se come na Bomba Royal da maravilhosa Banca 40 do Mercado Público de Porto Alegre.

E não deu outra. Bati com o mixer, com a pazinha em forma de fouet, por meros dois minutos. A consistência ficou exatamente como eu havia imaginado, linda, cremosa.


Para a salada de frutas, simplesmente peguei todas as que achei lá em casa, cortei-as e coloquei em diversos potinhos. Preparei dois suquinhos, desses estilo Clight (está linkado para o site da Clight Argentina, por que o Clight.com.br direciona para o site da Trakinas! Isso não pode ser de propósito, então alguém hakeou o site pra sacanear as pessoas de dieta), um de sabor guaraná e outro de laranja. O chantilly ficou também em um belo potinho, esperando para ser servido.


Deixei assim, pra cada um colocar a quantidade que quisesse de cada fruta, escolhesse o sabor do suco que prefere e montasse sua porção. Reservei quatros belos morangos, deixando-os inteiros, para colocar sobre o chantilly e dar aquele efeito bonito. Comemos alegremente, na sacada, aproveitando o solzinho de início de primavera e conversando deliciosas amenidades.


SALADA DE FRUTAS ENSOLARADA

CHANTILLY
* 1 pote de creme de leite fresco (300 ml)
* 2~3 colheres de sopa de açúcar baunilhado
* canela e noz moscada a gosto

Bater o creme de leite com os outros ingredientes até que esteja firme. Os temperos são opcionais, e você pode trocar o açúcar baunilhado por açúcar + essência de baunilha. Esse Chantilly é absolutamente melhor que o comprado pronto, você pode fazê-lo na consistência e doçura que achar melhor e ainda por cima custa bem mais barato.

SALADA DE FRUTAS
* frutas diversas, picadinhas (eu usei morango, laranja, nectarina e maçã)
* suco (pode ser de pacotinho ou de caixinha)
* chantilly

- Coloque as frutas numa taça, alternando as camadas.
- Misture um pouqinho, com delicadeza.
- Coloque o suco até que cubra quase totalmente as frutas. Não coloque até a borda da taça, por que pode trnasbordar ao colocar o Chantilly.
- Coloque uma colher de chantilly e acomode um morango inteiro em cima.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Por uma cozinha mais nerd e uma internet mais limpa

Eu ADORO gadgets. O dia em que eu for estupidamente rica (digo rica estilo Google, Bill Gates ou Deputada Federal) vou comprar toneladas dessas tralhas inúteis, só que bonitinhas. Vou transformar minha casa no paraíso USB.

Eu já tenho problemas com me segurar pra não encher minha cozinha com milhares de porta-condimentos, fôrmas variadas, tacinhas e copinhos coloridos. Mas quando se trata de utensílios nerd³, tudo fica ainda mais divertido.

Adoro ler sobre gadgets, ainda por cima os culinários e/ou explicitamente nerds , só pra me torturar um pouquinho. A maioria é importado e, não bastasse eles já serem caros, o dólar estar disparado e ter que pagar shipping, a taxa de importação é altíssima. Mas é tão bom ver esses brinquedinhos que eu vez ou outra me pego navegando por sites só pra dar uma espiada.

Pelo jeito, vários blogueiros nerds também gostam de novidades para as suas cozinhas. Me deparei com uma lista muito bacana no blog "Da Redação", que descrevia 10 itens nerds legais para a cozinha. O detalhe é que não tinha nenhum link para os sites de venda. Fui no meu amiguinho Google (como diria o Nerdson) e comecei a pesquisar... Quando encontro um post do Listverse.com, com uma lista idêntica, obviamente postada antes. As mesmas fotos, a mesma ordem, texto parecido (só que em inglês). Voltei no blog Da Redação (que eu não vou linkar, não vou fazer propaganda de graça pra quem copia textos) pra procurar a boa-fé, ver se tinha o link para o post original... E nada.

Pessoal Da Redação: isso é feio e mau. Aliás, mais que isso, é crime. Já ouviram falar de propriedade intelectual? Se é na Internet pode? Se fosse um livro, ou uma música, ou filme, ou uma matéria de jornal, os créditos seriam dados. Internet não é "terra de ninguém". Use, mas dê os créditos e o link. Seja uma boa pessoa, você não é mais esperto que ninguém se copiar o conteúdo de outro site. Pelo contrário: o Google está aí pra te desmascarar, e com isso você só vai fazer papel de bobo.

Eu mesma já utilizei fontes diversas no meu blog: desde uma notícia do Ego até receitas do livro da Nigella, passando por citações do blogs de tecnologia e do Douglas Adams. Tudo com as devidas fontes e links. Se um dia eu ver uma receita ou citação minha em outro site, vou simplesmente adorar, desde que digam que fui eu que fiz (lá no rodapé do blog tem uma licença Creative Commons que diz exatamente isso: use, mas cite a fonte). Aliás, o Chris Hoffman usou uma citação minha em uma palestra e me deu os créditos. O máximo.

Bom, voltando à intenção original do post, aqui está uma listinha com alguns dos gadgets culinários que eu acho geniais. Os links para os posts originais estão ao lado de cada um deles:


Lixeira R2D2
90% dos nerds que eu conheço são fãs inveterados de Star Wars. Eu sou desde pequenininha, quando meu pai me levou ao cinema pra ver a versão remasterizada. Acho que 100% dos fãs de Star Wars amam o R2D2. Essa lixeirinha chega a ser um sacrilégio (quem largaria lixo nesse robô fofo?), mas que é o máximo, não dá pra negar. Encontrei um outro item igualmente fofo, mas que profana menos o R2D2: um moedor de pimenta.
[original] [compre]


Torradas com impressão
Torradeiras que imprimem desenhos no pão não são novidade. Existem modelos que torram a carinha do Mickey, outros que fazem o mesmo com a Hello Kitty... Mas agora existem as verdadeiramente nerds. A que imprime um jogo da velha é uma graça, mas a Zuse Toaster Printer e a Scan Toaster são simplesmente o máximo: elas têm uma malha de queimadores que permitem a "impressão" de imagens na torrada, ou seja, você escolhe na hora o seu desenho personalizado. Ainda são conceituais, mas tomara que cheguem logo às lojas.
[original]


Cortador de biscoito de quebra-cabeça de dinossauro
Duplamente nerd, esse cortador transforma seus biscoitos em pecinhas de quebra cabeça que, quando montado, vira um dinossauro. A maioria dos nerds já passou pela fase "quero ser cientista" quando criança, sendo que nem todos acabam por virar o Ross Geller. Com esse cortador, dá pra pra se lembrar da dino-mania e ainda fazer deliciosos biscoitos!
[compre]

Cubos de gelo
Os em formato de Tetris são lindos, mas conceituais, portanto, não estão a venda. Mas os de dinossauro existem e estão à venda no mesmo site dos cortadores de biscoito. Bom para impressionar os amigos na sessão de RPG/games.
[original] [compre]

Tábua de carne do Space Invaders
Um clássico do video-game para lhe fazer companhia enquanto você prepara clássicos da cozinha internacional. Ou pode ser usada simplesmente pra deixar a cozinha bonita (eu nunca teria coragem de cortar carne numa tábua tão linda quanto essa).
[compre]

Existem mais milhares de itens nerds para a sua cozinha. Dê uma navegada pelo Think Geek e fique babando (até por que eles não entregam pro Brasil).

Essa é só uma amostrinha, alguns dos gadgets mais legais. Outros posts como esse virão, e eu ainda farei um especial sobre canecas, uma das minhas paixões. E o que é melhor: existem lojas brasileiras que vendem canecas nerds maravilhosas.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Receitas em doses homeopáticas

Vou contar um segredo: eu não posto todas as minhas receitas de uma única vez. Existem dias em que eu cozinho bastante, mas mesmo assim cada post terá somente uma receita.

Isso acontece basicamente por dois motivos: organização, pra cada receita ter seus próprios marcadores, e por que não quero correr o risco de ficar sem ter o que postar. Principalmente por que a partir de hoje, além de estudante de Computação e estagiária, sou uma candidata-estudante-de-cursinho-para-concurso-público. Ou seja, meu tempo pra cozinhar está indo para o beleléu.

Antes que alguém diga que isso é desculpa esfarrapada, eu explico que minha falta de tempo pra cozinhar significa sair de casa às 7h30min e retornar às 22h45min. Nada a ver com aquelas pessoas que, pra não assumir que não gostam das panelas, dizem que não tem tempo, mas que zapeaiam na TV sem ver nada de útil ou lêem revistas de fofoca no seu dito escasso tempo livre. Todos têm o direito de não gostar de alguma coisa, mas sempre acreditei que é melhor assumir do que tentar um engodo.

Provavelmente nos finais de semana vou tirar a minha desforra e fazer logo umas duas ou três receitas diferentes, mas vou postando-as ao longo da semana. Até por que, na minha opinião, é muito chato ter somente um post por semana, ainda que longo. Prefiro contar detalhes da "historinha" que envolve cada receita, colocar minhas impressões e dedicar o texto integralmente ao prato que eu fiz naquela hora. Por isso, existem receitas até bem antiguinhas, devidamente fotografadas, que vocês verão por aqui nesses dias corridos.

Claro que o blog não é um caderninho de receitas. A proposta dele é trazer uma ligação entre o mundo dos nerds e da culinária, seja com receitas práticas, do tipo corta-mistura-forno-pronto, seja com curiosidades e impressões sobre a vida, o universo e tudo mais. Sempre haverão assuntos interessantes a serem comentados, produtos novos experimentados, getgats culinários pra facilitar a nossa vida (ou só pra nos deixar pensando "como eu queria ter um desses"), e tudo isso é assunto pra um blog intitulado Nerd na Cozinha.

Bom, mas chega de enrolação, que a essas alturas vocês não querem saber se a receita é nova ou antiga, desde que seja boa. E prática, de preferência. Então, selecionei uma que fiz no final de semana, mais uma das tantas receitas melequentas e maravilhosamente rápidas que fazem a alegria do meu pai.


Pra vocês terem noção, essa receita ficou tão boa que não deu tempo de fotografá-la inteira! Quando cheguei na mesa com a câmera em punho, todo mundo já havia se servido e estavam fazendo coro de como tinha ficado gostoso. E olha que eu devo ter demorado uns 15 minutos fazendo o doce. Ainda bem que eu tinha reservado um potinho, o que salvou a minha foto!

Os dias mais quentes (que já foram embora de novo, por sinal) me deixam com uma vontade incrível de fazer sobremesas com gostinho de frutas, com sabor mais leve. Claro que isso soa como desculpa de gordinha, a mesmíssima desculpa esfarrapada do pessoal que come laranja com a feijoada e diz que não engorda, por que a laranja é saudável. Não estou me enganando e nem tentando enganar ninguém: o leite condensado que a mousse pede é aquele poço de calorias já conhecido, o creme de leite também. Por isso, maneire no almoço da semana inteira, caminhe, jogue Nintendo Wii, Dance Dance Revolution (que por sinal tem um ótimo simulador gratuito pra PC e você pode encontrar o tapetinho com entrada USB) etcétera e tal. E assim (só assim), permita-se esse prazer.


MOUSSE DE ABACAXI PARA ONTEM
* 1 pacote de gelatina de abacaxi
* 1 caixinha de creme de leite
* 1 caixinha de leite condensado
* 1 xícara de água quente
* 1 xícara de suco de abacaxi (pode ser 1 pacotinho de suco diluído em 1 xícara de água ou o suco de verdade)

Dissolva a gelatina na água quente. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Coloque em potinhos ou numa tigela grande e deixe na geladeira pelos menos umas 4 horas ou no congelador por mais ou menos uma hora, até que tome consistência.

Simples assim.

Por que eu escuto Madonna enquanto cozinho...

Essa não tem nada a ver com cozinha, mas como ontem eu escutei o Imacullate Collection enquanto cozinhava, cantando a plenos pulmões (de aparelho, ainda por cima, ou seja, era o Patolino cantando Madonna), achei essa notícia bem providencial:


A Madonna usou os óculos do pessoal do Lambda Lambda Lambda num show em Nova York. Com o The Big Bang Theory, eu já desconfiava que os nerds estavam ganhando os "usuários finais". Agora eu tenho certeza.

By the way, cozinhe ao som de Madonna. É uma delícia. E se quiser escutar algumas músicas dela agora (e talvez fazer a receita que vou colocar no próximo post pro almoço, ainda dá tempo), entre aqui e aqui.

Utilidade Pública


Eu gosto de chicletes e, especialmente, dos Trident. Mas se Pinho Sol tem um gosto, provavelmente é o do Trident Freshmint.

Completamente esquisito. Não recomendo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A overdose de morangos

Chegou a época das frutas vermelhas! A tão aguarda época das frutas vermelhas! A colorida, gostosa e apetitosa época das frutas vermelhas!

Desde a metade do ano estou anunciando na minha casa que no início da primavera meus doces tornariam-se mais rosados e frutais, com aquele azedinho-doce característico. E assim está sendo: cada vez que passo na frente de uma banquinha de frutas, aquelas bandejinhas me chamam, eu tenho um siricotico e carrego pelo menos duas pra casa.

Minha sorte é que os dias mais quentes estão apetecendo sobremesas leves e que na minha casa todos adoram frutinhas fresquinhas, sejam puras ou em doces.

No sábado, meu namorado foi na minha casa, levando uma barra de chocolate para a sobremesa (que amor!). Meus pais pediram bis do Croque Monsieur, então a noite acabaria sem novidades na cozinha (de novo, só o Pafúncio mesmo). Só que aqueles morangos precisavam ser comidos. Aquelas frutinhas vermelhas estavam se oferecendo sapecamente, quase piscando o olho pra mim.

Eu não tinha pensado em nenhuma sobremesa e a barra de chocolate comprada com tanto carinho teria que ser usada na invencionice. Morangos e chocolate combinam perfeitamente... Chocolate e creme de leite combinam perfeitamente... A-ha! Nada como a transitividade!


A solução não poderia ter sido mais simples (e nem por isso menos saborosa): durante o tempo de forno do Croque Monsieur, piquei os morangos em pedacinhos, quebrei a barra de chocolate em quadradinhos e bati creme de leite de caixinha com alguns temperos adocicados.

Coloquei na mesa assim, em potinhos, com as tacinhas do lado, para cada um colocar a quantidade que quisesse de cada coisa. Poderia ter montado, mas desse jeito é muito mais divertido, mais prático, e eu ainda tive o prazer que usar a linda molheira da minha mãe para meu creminho de leite batido.

"Isso não é receita que se apresente", alguns dirão, "são só uns ingredientes que você nem se deu ao trabalho de misturar direito". Pode ser, mas todo mundo adorou, eu me diverti fazendo e comendo e o sabor ficou delicioso. Ás vezes os maiores prazeres residem nas coisas mais simples.


IMPROVISO DE MORANGOS

* 1 caixinha de morangos
* 1 caixinha de creme de leite
* 1 barra de chocolate ao leite (pode ter crocante, amendoim... Use a que tiver em casa)
* 2 colheres de sopa de açúcar baunilhado OU 1 colher de sopa de essência de baunilha + 2 colheres de sopa de açúcar (ou mais açúcar, se você preferir mais doce)
* canela e noz moscada à gosto

Pique os morangos já lavados e coloque-os numa vasilha bem bonita.
Quebre a barra de chocolate em quadradinhos pequenos (use as linhas divisórias da própria barra e quebre ainda mais um pouquinho os quadradinhos resultantes). Coloque em um potinho.
Com um fouet (ou um garfo), bata o creme de leite com o açúcar baunilhado (ou o açúcar + essência), a canela e a noz moscada, até obter um molho bem perfumado. Coloque numa molheira e deixe na geladeira por uns 30 minutos.
Leve à mesa os potinhos, para cada um poder se servir do quanto quiser, ou monte tigelinhas com uma camada de morangos picados, outra de quadradinhos de chocolate e o molho por cima.

Apresento...

... o Pafúncio, meu novo ajudante de cozinha!
Gordinho, animado e alegremente batizado pelo meu pai.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Uma deliciosa razão para melhorar o dia

Eu cozinho por vários motivos. Por que adoro ver como os ingredientes se unem para formar algo diferente (e gostoso), por que gosto de preparar coisas úteis, vê-las saindo do zero e tomando forma (esse é um dos motivos que me faz gostar da informática também), por que é um exercício de criatividade, por que adoro ver as caras de felicidade das pessoas comendo algo bom, por que gosto de pensar no que as pessoas que eu amo apreciam e cozinhar especialmente pra elas.

Mas eu também cozinho por terapia. Sim, já descontei alguns problemas na comida ou, melhor dizendo, numa caixa de chocolates. E a sensação é péssima. Mas cozinhando, o tempo passa, você vê sua obra tomando forma, vai se envolvendo com os aromas e texturas e, quando vai finalmente comer, não se atraca como se daquilo dependesse a sua felicidade. Você simplesmente aprecia uma comida boa, numa quantidade que acabe com a sua fome e aqueça seu coração. E se ao seu lado na mesa estiver uma companhia animada, tanto melhor.

No entanto, quando eu tive um dia pesado, eu preciso de um prato fácil e que deixe uma sensação de aconchego. Que prato melhor do que uma torta? E o melhor - uma torta feita com ingredientes que são figurinhas fáceis em qualquer despensa ou geladeira, o que evita aquele stress fenomenal que é uma incursão ao supermercado num final de tarde.


A massa básica é facílima e o recheio é basicamente o que você tiver na sua geladeira. Carne moída, salsichas, legumes, frios. Enfim, você pode aproveitar aquele monte de sobrinhas que estão ocupando espaço na sua geladeira, não precisa se preocupar em comprar nada em especial. Eu utilizei linguicinhas por que na minha casa todos adoram - e por que eu tinha um pacote lá, dando sopa. Mas essa receita pode facilmente tornar-se vegetariana (mas não vegana, por que ainda teremos o leite e os ovos da massa).

Então, coloque uma música bem alta (uma que me acompanha constantemente na cozinha é essa aqui: http://blip.fm/profile/deaballe/blip/572138) e junte-se às panelas! Você vai ver como o estresse vai embora em dois toques.

TORTA CONTENTE
Serve 4 porções fartas

Massa básica:
* 2 xícaras de farinha de trigo
* 1 xícara de maisena
* 1 colher de sopa de fermento
* 4 ovos
* 1 xícara de água
* 1 xícara de óleo
* 1 xícara de leite

Basicamente, você tem que misturar os ingredientes. É melhor misturar os secos intercalados com os molhados, pra sua massa não empelotar e ficar difícil de manusear, mas se por acaso alguma coisa sair errado, use seu amiguinho mixer, bata tudo e seja feliz.
Ela fica meio molenga mesmo, é a intenção. No forno, a massa firmará, mas sem perder a umidade, não se tornando uma massa seca e compacta, mas leve e molhadinha.

Meu recheio:
* 1 tomate picadinho
* 1 envelope de caldo de carne
* 1 pacote de linguicinha cortada em rodelas
* 4 colheres de sopa de azeitona picada
* 100 ml de creme de leite
* azeite

Refoque no azeite a linguicinha, o tomate, a azeitona e o caldo de carne no azeite, até o tomate desmachar. Tire do fogo e misture o creme de leite, mexendo até incorporar.

Montagem:
Unte uma fôrma ou refratário que possa ir ao forno e coloque a massa. Despeje o recheio por cima e mexa levemente, para misturá-los um pouquinho.

P.S.: como sobrou um pedaço, pude provar a torta no dia seguinte. Não tinha perdido a umidade, continuava leve e estava deliciosa fria!
P.S.2: é um videogame
P.S.3: Oooops, também é um videogame
P.S.4: para ouvir mais músicas que eu escuto enquanto cozinho (e outras mais), acesse a minha rádio na Blip.fm.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O resgate do doce perdido

Algumas vezes as coisas dão certo. Outras vezes, não dão. Se na vida é assim, por que na cozinha seria diferente? Mas às vezes podemos tirar resultados surpreendentes dos nossos erros.

Minha mania de fazer receitas com o que eu encontro da despensa tem um lado completamente positivo: aproveito ingredientes, não deixo nada ir fora, exercito a criatividade e crio receitas novas e autênticas. Por outro lado, existem receitas que devem ser seguidas à risca, por pedirem uma certa consistência, uma certa cremosidade. Como explica a Ana Elisa nesse seu post sobre pães, mas cuja filosofia se aplica a vários pratos, é importante saber direitinho o que você está fazendo, medir, pesar...

Continuo na hype pelo livro da Nigella (e ela vai continuar até eu comprar um livro novo - o que já estou pretendendo). Decidi fazer uma linda mousse que não utiliza ovos crus e, por isso, é ultra rápida. Fui no supermercado, comprei os suspiros que (achava eu) a receita pedia, tudo lindo. Na hora de fazer a receita, fui separar os ingredientes e notei que a receita pedia creme de leite fresco. Ok, não tenho. Ok, não vou sair pra comprar. Aí é que o meu mousse sofreu o golpe fatal: na minha ingenuidade, pensei "ah, não tem creme de leite fresco, vou usar o de caixinha mesmo, é só bater mais um pouquinho".

A primeira parte do mousse foi pra panela. O creme que se formou era bem grosso e brilhante, mas de alguma forma os suspiros não derreteram completamente. Agora a pouco me ocorreu que o que dizia na receita, explicitamente, eram mini marshmallows, o que, por algum motivo, minha cabeça interpretou como suspiros (provavelmente pelo fato de que suspiros basicamente são feitos de claras e açúcar). Isso pode ter sido apenas o início do problema - e ainda não estou bem convencida de que isso foi realmente um problema.

Com a panela descansando, fui bater o creme de leite. Mixer com batedor de fouet, 10 minutos depois e eu ainda tinha um creme muito longe de ser considerado firme. Olhei para a tigela, ela olhou pra mim e meu cérebro concluiu que algo batido por aquele tempo todo já deveria estar firme, especialmente numa receita da Nigella, onde tudo deve ser rápido. E virei o creme de leite "batido" sobre o creme de chocolate.

Como vocês já devem ter concluído, eu consegui um molho, e não uma mousse. Um molho lindo e gostoso, um molho levemente pastoso, mas ainda assim longe pra chuchu da consistência cremosa e firme que se espera de uma mousse de chocolate. E na receita da Nigella dizia que ele ficaria firme na hora, ou seja, não adiantava eu tentar colocá-lo na geladeira.


O que fazer? Tomar de canudinho? Servir de concha? Sentar e chorar?

Não. Eu iria salvar aquele doce. Eu odeio jogar comida fora, só o faço quando ela estragou e aquele creme estava realmente gostoso (eu provei um pouquinho pra saber que bicho tinha dado), só não estava firme. Abri a geladeira. Morangos bonitos e vermelhinhos me olharam de canto, com que dizendo "coma-me". Olhei para a metade de pacote de suspiros que sobraram. E uma luzinha se acendeu em cima da minha cabeça, como nos desenhos animados.


Como potinhos, utilizei as bonitas xícaras que a revista Caras lançou a uns tempos atrás, com as 7 Maravilhas do Mundo Moderno (elas são realmente lindas e venderam como água, fazendo pessoas como eu, que nunca cogitariam comprar uma Caras, ir as bancas avidamente) . Fiz uma camada de suspiros quebrados, uma de morangos e coloquei o meu mousse-wannbe por cima. Como a camada de morangos é sólida, deu até pra decorar com um pedacinho de morango e moedinhas de chocolate.

Coloquei na geladeira e servi depois do jantar, tendo ficado gelando aproximadamente uma hora. Meus pais adoraram, disseram que eu posso "errar" mais vezes desse jeito. E realmente, se todos os meus erros acabassem de uma forma tão boa, seria o paraíso. O azedinho do morango constrastou com o doce do chocolate e o tempinho na geladeira conferiu uma consistência um pouquinho mais cremosa (parecia um Chandele mais achocolatado).


RESGATE DE CHOCOLATE

* 250g chocolate ao leite picado (ou em gotas)
* ~300 ml de creme de leite de caixinha (1 e 1/2 caixinha)
* 60 ml de água fervente
* 2 pacote de suspiros (240g)
* 1 colher sopa de margarina
* baunilha a gosto
* 2 caixas de morangos

- Junte 1 e 1/2 pacotes de suspiros (160g), a manteiga, o chocolate e a água numa panela e leve ao fogo médio.
- Mexa até derreter (vão ficar alguns pedacinhos de suspiro, mas eles acabam de incorporando ao creme).
- Misture o creme de leite com a baunilha (o tempo que eu bati não fez a mínima diferença, então é só misturar mesmo) e coloque sobre o creme de chocolate. Misture até ficar homogêneo.
- Esfarele o suspiro restante no fundo de 6 xícaras (ou outro potinho que com 200ml de capacidade), pique os morangos e distribua por cima dos suspiros nas xícaras.
- Complete as xícaras com o creme de chocolate.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Cupcakes para o Chá da Tarde

Essa é a minha primeira participação em um desafio de culinária. E nada poderia ser mais adequado: eu ADORO cupcakes. Uma das minhas receitas best-of é de cupcakes lisinhos, que podem ser recheados com o que der na telha, ou acompanhados de geléias, buttercreams... Hum!

Uma das coisas que me deixa mais feliz é perfumar a casa inteira com o cheirinho de baunilha ou chocolate (embora o cupcake de morango que eu fiz outra vez também tenha ficado memorável), ou chegar na casa dos meus amigos levando aquelas miniaturas meigas de bolo. Cupcakes são doces, delicados e inventivos, por que você tem mil possibilidades pra variar o recheio e a cobertura com uma mesma massa.

Eu sempre uso forminhas de papel nos meus cupcakes. É mais fácil, mais prático, não tem que untar, não gruda e, principalmente, faz MUITO menos sujeira. É só você colocar uma forminha de papel em cada espacinho da forma de muffin (ou em cada forminha de empada, como é o meu caso, já que quando eu comecei com a loucura pelos cupcakes não encontrei forma de muffins a venda) e preencher com a massa. Voilá.

Apesar dos meus cupcakes de sucesso usarem uma massa que vai leite e farinha com fermento, fiquei com uma vontade incrível de experimentar uma receita diferente. Claro, uma que fosse fácil e rápida (receitas de meia hora são as minhas preferidas). Como vocês já devem ter percebido, ando meio viciada no meu livro da Nigella, e recorri a ele pra achar uma receita de bolinho nova e apetitosa. A mais meiga que encontrei foi a dos Bolinhos Borboleta, mas aquela história de cortar a "tampinha" do bolo e transformar em asas era frescura demais pra minha cabeça. Keep it simple. Faça receitas que levem menos tempo que escrever um quick sort.

Adaptei a receita do livro, adicionei gotas de chocolate (eu sempre mantenho um saco delas na despensa, são tão úteis e gostosas) e troquei o icing pela simplicidade do doce de leite. Fiz umas bolinhas de pasta americana só pra deixar mais bonito, mas elas são completamente dispensáveis (você também pode colocar uma cereja, ou confeitos coloridos, ou chocolate granulado). O resultado não poderia ser melhor. Cupcakes com um top crocante e interior macio e aerado, um leve toque de chocolate e uma brilhante, generosa e apetitosa camada de doce de leite.


Tem gosto de infância e o que é melhor: são super fáceis de fazer. Basicamente é só misturar os ingredientes, usando um pote e uma colher. Nada mais. Sem mixer, batedeira, liquidificador. Como vai pouca farinha, você não se mata batendo a massa. E o icing não poderia ser mais simples: basta abrir um pote.

CUPCAKE DE BAUNILHA-CHOCOLATE COM DOCE DE LEITE
Adaptado da receita de Bolinhos Borboleta da Nigella
Rende 9 bolinhos


*
125 g de manteiga ou margarina (aproximadamente 2 e 1/2 c. sopa)
* 125g de açúcar
* 2 ovos inteiros
* 150g de farinha de trigo
* ~1/2 colhar de chá de bicarbonato de sódio (eu coloco um pouquinho mais)
* ~1 colher de chá de fermento em pó biológico
* baunilha (o quanto você gostar, eu adoro e coloco umas 3 colheres de chá)
* gotas de chocolate a gosto (usei aproximadamente 3/4 de xícara)
* 1/2 pote de doce de leite
* para enfeitar: bolinhas coloridas de pasta americana, cerejas, confeitos, etc.

- Pré-aqueça o forno no a 220ºC.
- Bata a manteiga com o açúcar (pode misturar com a mão, mas eu prefiro usar uma colher), até que o a manteiga incorpore todo o açúcar e vire um creme amarelinho claro, bem fofinho.
- Junte à mistura um ovo e um pouquinho da farinha. Misture. Quando incoporar, junte o outro ovo e mais um pouquinho de farinha. Bata mais um pouco, para misturar bem.
- Adicione o resto da farinha, o bicarbonato e o fermento, misturando bem a cada adição. Coloque a baunilha e mexa pra incorporar.
- Adicione as gotas de chocolate e misture delicadamente.
- Coloque 9 forminhas de papel em forminhas de muffin (ou de empada). Distribua a massa igualmente nas forminhas.
- Coloque no forno e asse até que eles estejam altos e douradinhos, o que leva de 15 a 20 minutos.
- Tire os bolinhos do forno e espero esfriar um pouco. Com uma colher de sobremesa, distribua doses generosas de doce de leite sobre cada um deles, espalhando para cobrir todo o top.
- Coloque enfeitezinhos coloridos à gosto. Eles são dispensáveis, mas dão um charme e tanto aos cupcakes.

Obs.: para ver fotos dos bolinhos sem a cobertura, é só acessar o meu álbum no Picasa. Eu experimentei sem o doce de leite e eles já estavam maravilhosos. Então, você pode fazer eles simples, pra colocar uma geléia na hora de servir. Pode tirar as gotas de chocolate também, deixando-os mais próximos da receita original.


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O macarrão preguiçoso e as fotos que quase não existiram

Finais de semana são oportunidades ótimas de cozinhar. Claro que conseguir um tempinho ne meio da semana para transitar em meio às panelas é uma delícia, e o meu apreço pela culinária rápida não faça disso uma missão impossível, nos finais de semana há mais tempo pra pensar no que fazer, ir ao supermercado, escolher os ingredientes mais bonitos.

Como eu me esforço profundamente para ficar um pouquinho longe dos computadores no final de semana (alguns dirão que sou uma nerd de araque por causa disso, mas meus olhos e minha vida social agradecem essa folguinha), ou eu acho alguma receita em revistas/livros ou já captei de algum blog até sexta-feira. Mas nesse caso foi diferente: esse macarrão foi uma invencionice inspirada no macarrão alla carbonara, ou do que eu me lembrava dele.

Num sábado completamente preguiçoso, sem vontade nenhuma de sair por que eu tinha acordado cedo para uma manhã com prova de Economia, fui na casa do meu namorado com o livro novo da Nigella embaixo do braço. Supermercado-cozinha-TV. Não me achem preguiçosa - eu adoro sair e no sábado mesmo combinamos de ir dançar assim que o tempo esquente um pouquinho. Mas tem dias que tudo que você precisa é comida boa e cafuné.

Nesse clima, fomos folheando o Nigella Express. Demos de cara com as Linguicinhas Agridoces, lindas, fáceis e maravilhosas (juro que vou postá-las outro dia). Só que o namor estava numa hype por bacon. Incorporou o Homer Simpson e, imitando a voz do gorducho amarelo, me disse "ah, Marge, eu gosto tanto de bacon". Depois do ataque de riso, pela originalidade e, va lá, pela fofura da atuação, resolvi fazer alguma coisa usando bacon. Revira o livro de cá, revira o livro de lá, e a receita mais promissora que encontramos com o ingrediente foi um frango assado recheado!

Ok, não priemos cânico. Eu consigo criar um algoritmo de Inteligência Artificial, então eu consigo criar um prato com esses pedacinhos mega-calóricos de carne de porco. Lembrei da carbonara que a minha vó fazia - e que não repete a muito tempo - e pensei that's it. Mas a carbonara da minha vó levava um molho branco, que eu não recordava se era bechamel ou simplesmente creme de leite. Bechamel? Picar cebola, ferver o leite, misturar com farinha? Num sábado preguiçoso? Nem morta! Creme de leite, então. Mas ter que ficar cuidando pra ver se não talha na temperatura alta?

Simplesmente cortei o molho da receita. E essa se tornou uma das receitas mais simples e maravilhosamente apetitosas que eu já fiz. Tão simples e tão apetitosa que assim que ficou pronta, simplesmente nos servimos, sem pensar em fotografar. Quando me lembrei do blog, já estava com a panela toda revirada. Portanto, perdoem a foto (tirada com a câmera do meu celular, aliás) e aproveitem a receita.

Poderia tê-lo batizado de American Breakfest Pasta, já que bacon e ovos compõe o café da manhã americano, mas resolvi chamá-lo de Macarrão Preguiça por que combinava com o meu estado de espírito.

Macarrão Preguiça

* 1 pacote de macarrão que não seja de fios (fusilli, farfale, etc, não vale espaguete nem talharim)
* 1 pacote de bacon
* 4 ovos
* azeite de oliva
* sal a gosto

Cozinhe o macarrão até ficar al dente, com sal e um pouquinho de azeite de oliva. Escorra e reserve.
Numa panela grande, frite o bacon com o azeite de oliva. Bata os quatro ovos com sal a gosto (não coloque muito, por que o bacon já é salgado) e coloque por cima do bacon fritinho. Logo em seguida, antes do ovo começar a cozinhar, coloque o macarrão por cima. Mexa bem até misturar todos os ingredientes (se quiser, pode colocar um pouquinho mais de azeite de oliva) . Ficarão "floquinhos" de ovo no meio do macarrão. Mexa até eles cozinharem completamente.
Só assim fica maravilhoso, mas sinta-se à vontade para colocar um queijo ralado por cima.

Rende 4 porções

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Livro novo e adaptações providenciais

Como boa nerd, eu adoro ler. Se vocês olharem meu perfil aqui mesmo no Blogger, poderão ver que eu leio bastante (e aquilo ali não é nem o começo dos livros que eu adoro). Aliás, hoje, além dos livros técnicos da faculdades (que incluem o Manual de Economia da USP e o Tanembaum de Sistemas Operacionais, além dos milhares de artigos de Sistemas Especialistas), também estou lendo O Retrato, segunda parte do Tempo e o Vento. E me esperam pelo menos mais uns cinco ou seis.

Ultimamente, venho me interessando por livros de culinária, mais especificamente desde quando uma amiga da minha vó me emprestou uma preciosidade chamada "A Boa Mesa", que infelizmente já não é mais publicado (se alguém um dia achar, compra e me manda!). Fiquei meio obcecada por conseguir o livro por um tempo, mas depois que um dono de sebo me fez uma proposta meio esquisita ("me paga a metade que eu encomendo de um sebo em São Paulo"), acabei desistindo e me focando em outros must-have.

Meu primeiro livro chegou ontem, o Nigella Express. Eu estava quase comprando a versão em inglês, quando vi que tinham lançado em português. Eu sou fangirl assumida da Nigella, falar mal dela perto de mim é disparar um daqueles processos prioritários no meu cérebro que vai defendê-la meio que cegamente. Mas xiitagem de fã à parte, ela geralmente faz pratos rápidos, saborosos e (o que é melhor) facilmente adaptáveis ao que você tem na despensa. Eu já sabia disso a tempos pelo programa de TV e pelo site lindo e repleto de receita maravilhosas (a maioria de leitores, mas algumas dela).


A receita que eu vou postar está completamente adaptada ao que eu tinha na geladeira. Ainda vou tentar exatamente o que consta no livro, tim-tim por tim-tim, pra ver como fica. Mas essa minha versão ficou especialmente boa. E com vantagens: sabe aquele pão de sanduíche que foi comprado a três dias, aqueles frios que estão no finzinho? É eles que vamos aproveitar. E com o mesmo trabalho de fazer simples sanduíches. Ok, ok, com um pote a mais pra lavar (mas pra comer algo infinitamente melhor, who cares?).

Você gasta menos de 10 minutos montando o prato. O tempo de forno não conta, por que você coloca seu refratário ali e pode fazer outras coisas (fiz uma saladinha pra acompanhar, arrumei a mesa, coloquei mais água nas forminhas de gelo, fui ler um pouquinho mais do meu livro e ainda sobrou tempo).

PSEUDO CROQUE MOUNSIEUR DA NIGELLA

* 8 fatias de pão de sanduíche (pão de fôrma)
* maionese (o quanto for necessário)
* 8 fatias de queijo
* 4 fatias de mortadela (é o que eu tinha em casa, galera)
* 6 ovos
* ~80ml de leite
* sal a gosto (~1 colher de sobremesa basta)
* queijo ralado a gosto (para polvilhar)

Pré-aqueça o forno a 220ºC.
Passe a maionese nas fatias de pão e monte os sanduíches colocando uma fatia de queijo, uma de mortadela e mais uma de queijo por cima. Corte-os em triângulos e acomode-os numa fôrma ou refratário que possa ir ao forno.
Bata os ovos, o leite e o sal (não precisa se esmerar muito, é só pra misturar) e coloque por cima dos sanduíches.
Polvilhe com queijo ralado (eu gosto de colocar bastante).
Coloque no forno por ~25 minutos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Lições de cozinha com Nintendo

Tem gente que acha que cozinha e nerdice não combinam, mas a Nintendo acha o contrário.

No início do ano foi lançado na França o jogo Leçons de Cuisine para Nintendo DS, que ensina como preparar várias receitas e, pelo que eu entendi, com acompanhamento "on-the-fly" do game.

Pelo jeito o joguinho deve ter feito sucesso na França, por que encontrei até um vídeo da revista Elle francesa sobre o jogo. Sim, aquela revista feminina que tem uma versão no Brasil.

Indo um pouquinho mais a fundo nas informações (basicamente, usei a máxima GIYF), descobri que o jogo existia a algum tempo no Japão antes de ser lançado na França e que também foi lançada uma versão em inglês, chamada Cooking Guide, e que ela tem um site pra lá de bonitinho.

Depois de assistir o videozinho de apresentação do site, eu acho que fiquei apaixonada. Eu tinha protelado a minha decisão de comprar um DS, mas já estava louca por um depois de brincar com o Nintendog de um amigo (e de ver que poderia ter Mario Kart quando eu quisesse, ali, pertinho da minha mão). Agora, com um game que junta as minha duas paixões, não vou ter mais como me segurar.

Ninguém tá a fim de me dar um Nintendo DS de presente?